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Austeridade em 2013 é para "pagar falhanço na execução orçamental", diz Pedro Silva Pereira

Austeridade em 2013 é para "pagar falhanço na execução orçamental", diz Pedro Silva Pereira

O deputado socialista e ex-ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, afirmou esta quinta-feira que o esforço orçamental que terá que ser feito no próximo ano será apenas para "pagar o falhanço na execução orçamental do Governo".

"Se a meta do défice orçamental para 2013 é de 4,5%, e essa já era a meta que estava prevista para 2012, isso significa, ou não, que todo o esforço que vamos fazer em 2013 é para corrigir o falhanço do Governo em 2012, para pagar o falhanço na execução orçamental do Governo?", questionou Pedro Silva Pereira.

O deputado socialista questionava o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, na última audição da equipa do Ministério das Finanças durante o processo orçamental na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.

O membro do antigo Governo de José Sócrates deixou ainda várias críticas à sucessiva utilização como mau exemplo da disciplina orçamental do ano de 2009, ano em que o Governo de José Sócrates ainda estava no poder, e perguntou a Vítor Gaspar se já acertou alguma previsão.

"Queria-lhe perguntar se o senhor ministro já acertou alguma previsão, se já acertou alguma previsão sobre o défice orçamental sem a maquilhagem de medidas extraordinárias, se já acertou alguma previsão sobre a dívida pública", questionou Pedro Silva Pereira, lembrando a apresentação do Documento de Estratégia Orçamental há alguns meses.

"Quem é que acredita no seu orçamento? Certamente não são os partidos da oposição - mas dirá que isso é normal -, nenhum parceiro social, o Conselho de Finanças Públicas que era suposto atestar da credibilidade das previsões macroeconómicas, o Banco de Portugal também diverge das previsões do Governo, as instituições internacionais têm projeções diferentes, a própria 'troika' que os mandou fazer um plano B", afirmou.

"Queria-lhe perguntar senhor ministro se ninguém acredita no seu orçamento, se isso não lhe dá que pensar. Se ao fim de um ano e meio já ninguém acredita num orçamento seu. Se isso não terá a ver com o falhanço orçamental", perguntou ainda o deputado a Vítor Gaspar.

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Pedro Silva Pereira criticou ainda a "permanente estratégia de confrontação" com parceiros e oposição e perguntou "que racionalidade e que vantagem" isso traz na atual situação do país.

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