Política

BE diz que Banco de Portugal comprova falhanço da austeridade

BE diz que Banco de Portugal comprova falhanço da austeridade

O Bloco de Esquerda disse esta quarta-feira que os dados mais recentes do Banco de Portugal sobre a economia do país atestam o falhanço da austeridade, "contraproducente para o crescimento económico".

"Sempre que o Tribunal Constitucional aparece para forçar o Governo a recuar nas suas medidas de austeridade, o consumo recupera. A austeridade é contraproducente para o crescimento económico", sublinhou a deputada Mariana Mortágua em declarações aos jornalistas no parlamento no dia em que o Banco de Portugal reviu em alta alguns indicadores económicos do país.

Os dados do banco central, advoga a parlamentar do Bloco, não integram ainda as futuras e "novas medidas de austeridade" a revelar pelo Governo, e mostram ainda o falhanço da estratégia do executivo.

"Um olhar atento mostra um fator importante de analisar: a haver crescimento económico, este crescimento provém do consumo e não das exportações. Há uma análise que temos de fazer, é que toda a estratégia do Governo em descer salários falhou", declarou Mariana Mortágua.

O banco central alinhou a sua previsão para 2014 com as estimativas do Governo e da 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), melhorando a sua previsão dos 0,8% (estimados em dezembro) para os 1,2% este ano.

Para 2015, a instituição liderada por Carlos Costa antecipa que a economia portuguesa cresça 1,4%, e não os 1,3% estimados em dezembro, e para 2016, o banco central estima um crescimento de 1,7%.

Estas previsões indicam que, no período entre 2014 e 2016, a economia portuguesa volte a apresentar um ritmo de crescimento próximo do projetado para a área do euro, uma evolução suportada pela aceleração da procura interna privada e pela manutenção de um crescimento das exportações.

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