Política

BE e PCP voltam a exigir renegociação dos juros da dívida, Governo diz que juros são baixos

BE e PCP voltam a exigir renegociação dos juros da dívida, Governo diz que juros são baixos

As bancadas mais à esquerda no Parlamento voltaram, esta segunda-feira, a exigir a renegociação dos juros da dívida com a "troika", enquanto o Governo diz que esta deve ser a taxa de juro mais baixa dos últimos 15 anos.

O Bloco de Esquerda iniciou mais um dia de debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2013 com uma avocação da sua proposta para dar ao Governo uma autorização para renegociar os juros da dívida pública com o Banco Central Europeu, acusando o BCE de ter dois pesos e duas medidas, no que toca ao tratamento entre a banca comercial e os Estados da Europa.

O BE considera que a taxa de juro que a "troika" empresta a Portugal como "usura e agiotagem" e aquela que pratica na cedência de liquidez à banca comercial como uma política de "favor e amiguismo", acusando ainda o Governo de "cair sempre para o lado dos juros cortando nos salários e nas pensões".

Pelo PCP, Honório Novo disse que "o que era importante é que houvesse vontade política" e que "de facto não há vontade" para renegociar os juros da dívida, e que prefere gastar mais que o paga com a educação no país e que "prefere espoliar os portugueses, as PME, os reformados e os trabalhadores, em vez de procurar de facto uma renegociação da dívida.

O secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento, explicou por sua vez que a taxa de juro que está a ser paga "é a taxa de juro mais baixa provavelmente dos últimos 15 anos".

"Não vejo como chamar juros agiotas a quem nos concede empréstimos, a quem nos ajuda, nesta momento difícil que atravessamos? Parece-me me excessivo e não parece que possa resultar daqui uma ideia de agiotismo", afirmou.

"Não cabe ao devedor decidir unilateralmente reduções nas taxas de juro. Essas reduções consistiriam num "default" da nossa dívida e não creio que fosse bom para o nosso país",afirmou ainda.

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O deputado do PSD Nuno Reis aproveitou ainda para dizer que o Governo não precisa de qualquer autorização especial para fazer esta negociação e que assim não via o propósito da proposta do BE.

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