Política

BE saúda veto, mas lamenta "intermitências"

BE saúda veto, mas lamenta "intermitências"

O Bloco de Esquerda congratulou-se esta com o veto do presidente da República aos aumentos nos descontos para diversos subsistemas de saúde, mas sublinha que esta "boa ação" não apaga as "intermitências" de Cavaco Silva.

"Felizmente (Cavaco Silva) hoje (quinta-feira) acertou na sua escolha. Temos pena que noutros dias não tenha feito exatamente a mesma escolha, defendendo salários, trabalhadores, a justiça do direito do trabalho", declarou o líder parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares.

Falando aos jornalistas no parlamento, o deputado sublinhou que "aquela que foi hoje uma boa ação" do chefe de Estado "não apaga as intermitências" do presidente da República, que aprovou, por exemplo, "o corte de salários e pensões".

Sobre a ADSE em concreto, um dos subsistemas em causa no veto presidencial, Pedro Filipe Soares foi perentório nas críticas ao executivo liderado por Pedro Passos Coelho: "O Governo quando falava em sustentabilidade na prática estava era a promover a insustentabilidade da ADSE", disse.

O presidente da República informou que vetou o diploma que altera o valor dos descontos dos funcionários públicos, militares e forças de segurança para os respetivos subsistemas de saúde, ADSE, ADM e SAD.

A devolução do diploma ao Governo sem promulgação, que foi feita a 11 de março, é justificada em nota publicada na página da Presidência da República com o facto de terem existido "sérias dúvidas relativamente à necessidade de "aumentar as contribuições dos 2,5% para 3,5%, para conseguir o objetivo pretendido".

"Numa altura em que se exigem pesados sacrifícios aos trabalhadores do Estado e pensionistas, com reduções nos salários e nas pensões, tem de ser demonstrada a adequação estrita deste aumento ao objetivo de autossustentabilidade dos respetivos sistemas de saúde", pode ler-se.

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