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Bloco desafia PSD e CDS a reconhecerem "erro" de subir IVA na restauração

Bloco desafia PSD e CDS a reconhecerem "erro" de subir IVA na restauração

O Bloco de Esquerda desafiou PSD e CDS a reconhecerem que o aumento do IVA na restauração "foi um erro", sublinhando que se perderam 50 mil postos de trabalho num ano no setor.

"Há um ano passamos a ser o país da União Europeia em que o setor da restauração paga uma taxa maior de IVA", afirmou a coordenadora do BE Catarina Martins, que almoçou, esta segunda-feira, em Lisboa, com dirigentes do Movimento dos Empresários pela Restauração.

Este movimento convocou, para esta segunda-feira, um dia de protesto do setor, apelando ao fecho dos restaurantes.

O BE juntou-se ao protesto com a realização deste almoço na esplanada de um restaurante da zona de Belém que está fechado, não por aderir ao apelo do movimento dos empresários, mas por ser segunda-feira, dia de encerramento semanal.

Lembrando que na altura o BE alertou que subir o IVA neste setor era "um erro", Catarina Martins sublinhou que "passado um ano perderam-se 50 mil postos de trabalho" e que "o Governo insiste no erro", dizendo agora "que vai formar um grupo de trabalho".

"Cinquenta mil postos de trabalho perdidos não são suficientes para perceber o erro?", questionou a dirigente do Bloco, que acrescentou: "O Governo quer esperar mais um ano, mais cem mil postos de trabalho que se vão perdendo, segundo os cálculos das associações da restauração, para fazer qualquer coisa".

Para Catarina Martins, "não se pode tolerar" que "se continue a destruir assim a economia e um setor com tanta mão-de-obra num país com tanto desemprego", lembrando ainda que a restauração faz parte do turismo, um setor importante para a economia do país.

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Dirigindo-se ao PSD e ao CDS, a coordenadora do BE afirmou que "não valem de nada palavras ocas" e que aquilo que "responsabiliza os partidos são as propostas e a forma como as votam".

"Se há já quem tenha percebido, como é evidente e entra pelos olhos adentro de toda a gente, que o IVA a 23% na restauração está a matar a economia, está a matar o emprego e é um erro, então é de propor e votar a proposta para voltar aos 13%", afirmou, lembrando que o BE propôs essa alteração no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2013, que está a decorrer na Assembleia da República.

Paulo Leones, da direção de Lisboa do movimento de empresários que promoveu o protesto, reconheceu, também em declarações aos jornalistas, que a adesão ao protesto em Lisboa "é fraca", mas destacou que os restaurantes estão solidários com os motivos da contestação só que não têm capacidade para fechar e não faturar durante um dia.

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