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Bloco diz que CDS-PP pediu mais tempo e dinheiro mas a maioria nega

Bloco diz que CDS-PP pediu mais tempo e dinheiro mas a maioria nega

A reunião dos deputados com os chefes da missão da 'troika' em Portugal terminou em polémica, com o BE a dizer que o CDS-PP pediu mais tempo e mais dinheiro à 'troika' e a maioria a desmenti-lo.

O encontro com os deputados da comissão parlamentar eventual para o acompanhamento do programa teve uma duração menor que nas últimas visitas dos líderes da missão da 'troika' a Portugal, mas a polémica instalou-se após a reunião quando os partidos falavam aos jornalistas sobre o encontro.

O Bloco de Esquerda, através de João Semedo, falou em segundo lugar após Miguel Tiago do PCP, e disse que o CDS-PP, partido da coligação que assegura a maioria parlamentar ao Governo, pediu à 'troika' mais tempo e mais dinheiro.

"A grande novidade nesta reunião é que também a 'troika' já não consegue dizer que Portugal vai no bom caminho, e a questão política essencial é saber se se muda a receita ou se se insiste na receita. O que nós hoje ouvimos da 'troika' foi praticamente nada. O que ouvimos foi os partidos do Governo, o PSD e o CDS-PP, particularmente o CDS-PP, a pedir mais prazo e mais dinheiro à 'troika", disse o deputado do BE João Semedo, algo que o BE rejeita por completo.

Miguel Frasquilho do PSD falou de seguida e quando questionado sobre as declarações do deputado bloquista, disse apenas: "Não me recordo quer eu quer o deputado Adolfo Mesquita Nunes de termos falado nisso".

Adolfo Mesquita Nunes, um dos deputados que representou o CDS-PP na reunião com os chefes da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia (CE), veio de seguida e negou de imediato que tivesse pedido mais tempo ou mais dinheiro.

"Da parte do CDS não houve nem de forma expressa, nem tácita, qualquer pedido à 'troika' de mais tempo ou mais dinheiro. Aproveito para ler aquilo que disse, que nega exatamente essa realidade", disse o deputado.

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"As dificuldades que estamos a sentir não nos podem fazer mudar de receita, porque ela é a receita correta, mas as dificuldades sentidas não são de modo a intensificar essa receita ou reduzir em excesso para prolongar o programa", leu o deputado, do que terá sido a sua intervenção na reunião à porta fechada, acrescentando que considera o sentido "óbvio" de que o partido não pediu mais nem tempo nem mais dinheiro.

Questionado novamente sobre o assunto, Adolfo Mesquita Nunes negou que tenha feito tal pedido e João Semedo reafirmou a sua declaração inicial dizendo mesmo não que tinha dúvidas sobre este assunto.

"Não tenho nenhuma dúvida. Ajustar e flexibilizar o programa no domínio do ajustamento financeiro significa mais prazo e mais dinheiro. É exatamente isso por outras palavras", afirmou João Semedo.

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