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Bloco diz que críticas de Cavaco não chegam e deve demitir o Governo

Bloco diz que críticas de Cavaco não chegam e deve demitir o Governo

O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, defende que além de publicar mensagens em redes sociais e "mandar recado", o Presidente da República deveria demitir o Governo.

"Se o Presidente tem alguma coisa a dizer aos portugueses di-lo-á como entende. Mas é Presidente, e se convocou um Conselho de Estado, deveria ter dito (...) que não pode continuar uma austeridade que destrói, que corrói, que assassina a economia portuguesa", afirmou Francisco Louçã durante uma visita a Gondomar.

O líder do BE salientou ainda que perante o "enorme aumento de impostos", que "não é aceitável", um Presidente da República deveria dizer "o que o país está a dizer em todo o lado" e que é: "o Governo deve ser demitido para que haja um orçamento para as pessoas".

Louçã reagia assim às críticas que o Presidente da República fez às políticas de austeridade através de uma mensagem divulgada na sua página na rede social Facebook, onde diz mesmo que "não é correto exigir a um país sujeito a um processo de ajustamento orçamental que cumpra a todo o custo um objetivo de défice público fixado em termos nominais."

"O presidente dirá o que pensa, mas se quer responder perante o país não é só mandar recado", disse o bloquista, lembrando que "o Conselho de Estado merecia ter ouvido estas mesmas palavras".

E porque "agora é tempo de oposição e de clareza", o "BE disse ao Governo o que um presidente teria que dizer: é altura de o demitir porque nós precisamos de um orçamento para as pessoas, porque as pessoas não são números, não são coisas, não são trapos e não podem ser esmifrados em aumentos de impostos".

"Já não dá tempo de perder tempo com palavras. Agora é tempo de dizer que na luta essencial é preciso uma esquerda de força, uma esquerda unida e de confiança, que queira derrotar a troika", frisou.

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Sobre a recente polémica que envolve Passos Coelho e Relvas, Francisco Louça respondeu ser "um caso extraordinário porque prova que os nossos governantes sempre que puderam aumentaram o défice em seu favor".

"No combate contra o orçamento que amanhã receberemos na Assembleia da República, é preciso juntar toda a energia, toda a inteligência, toda a competência, em vez destas meias palavras, destes fala-baratos que estão sempre a arruinar o país", assinalou.

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