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Carlos César acusa direção do PS de querer o mínimo de transparência

Carlos César acusa direção do PS de querer o mínimo de transparência

O ex-presidente do Governo Regional dos Açores Carlos César criticou a atuação da direção do seu partido, dizendo que parece pretender que o processo das eleições primárias decorra com o mínimo de transparência e de democracia.

Carlos César, um dos principais apoiantes da candidatura de António Costa, falava à entrada para a reunião da Comissão Política do PS, que discutirá e aprovará a proposta de regulamento para as eleições primárias de 28 de setembro, tendo em vista a escolha do candidato socialista a primeiro-ministro.

"Há sinais preocupantes, desde logo o facto de António Costa ter apresentado uma anteproposta de regulamento, disponibilizando-se para o diálogo, porque é importante que este processo seja aprovado com grande consenso, mas a direção e o aparelho do partido não deram qualquer resposta até a este momento, o que é um mau sinal", declarou o ex-presidente do Governo Regional dos Açores.

De acordo com Carlos César, o regulamento proposto pela direção "não é garantia de transparência neste processo, o que causa alguma perplexidade".

"A candidatura de António Costa procura que este processo decorra com o máximo de transparência e de democracia, mas a direção do partido quer que isto decorra com o mínimo de transparência e de democracia", acusou.

Carlos César disse depois confiar que "esta fase de grande perturbação que a direção do partido está a ter, por perceber que perderá as eleições primárias qualquer que seja o modelo, seja superada com bom senso".

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