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Carlos Zorrinho censura reunião magna do PSD "sem chama" e centrada em ataques ao PS

Carlos Zorrinho censura reunião magna do PSD "sem chama" e centrada em ataques ao PS

O PS acusou, este domingo, Passos Coelho de "convidar os portugueses para um compromisso para o empobrecimento", considerando que o Congresso social-democrata esteve "virado para o passado" e ocupou "dois terços" do tempo a criticar os socialistas.

"Dois terços deste Congresso foram a criticar o PS, a criticar o principal partido da oposição, a criticar António José Seguro, o que significa que a firmeza com que a oposição tem vindo a fazer propostas está a incomodar o PSD, e algumas propostas aqui feitas sobre financiamento de empresas e políticas ativas de emprego são finalmente o reconhecimento das nossas propostas", afirmou o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho.

O presidente do grupo parlamentar socialistas falava aos jornalistas no final do discurso de encerramento de Passos Coelho do XXXIV Congresso do PSD, que hoje terminou no Pavilhão Atlântico.

O socialista acusou ainda Passos de "ou estar mal informado ou enganar os portugueses em relação à lei da concorrência".

"A lei da concorrência já foi aprovada no Parlamento, o PS fez muitas propostas para a melhorar, sistematicamente foram chumbadas, portanto, não pode haver aqui um discurso de abertura no Congresso e uma prática completamente fechada no dia a dia", notou.

No entendimento de Zorrinho, a intervenção do presidente do PSD e primeiro-ministro foi "sem chama, sem uma ideia para Portugal, sem uma meta, sem uma ambição".

"Ainda hoje aqui o primeiro-ministro disse aos portugueses que tínhamos de voltar à casa de partida, ou seja, convidou-nos para um compromisso para o empobrecimento (...) Portugal não tem voltar à casa de partida, Portugal tem de estabelecer uma meta e chegar a essa meta", advogou.

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Para Carlos Zorrinho, "este foi um Congresso muito penoso para o PSD e muito preocupante para Portugal e para os portugueses, porque foi um Congresso virado para o passado".

Já questionado sobre a referência de Pedro Passos à "regra de ouro" para limitar o endividamento, o líder da bancada socialista e antigo secretário de Estado da Energia referiu que o seu partido disse "desde sempre e volta a dizer" que não considera "necessário introduzir na Constituição qualquer alteração por causa dessa regra".

A delegação do PS no encerramento do Congresso do PSD foi composta, para além de Carlos Zorrinho, pelos secretários nacionais Miguel Laranjeiro e Susana Amador e pelo líder da FAUL, Marcos Perestrello.

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