Política

Catarina Martins diz que "este Governo é recordista em incorreções factuais"

Catarina Martins diz que "este Governo é recordista em incorreções factuais"

A coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins afirmou, sábado à noite, que o atual Governo é "recordista em incorreções factuais", apontando como o mais recente exemplo as afirmações de Rui Machete sobre as suas relações com a Sociedade Lusa de Negócios.

"Há muitos jogos de palavras. Se não dizer a verdade é uma incorreção factual, este Governo é recordista em incorreções factuais", ironizou Catarina Martins, num comício em Barcelos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, admitiu hoje que cometeu uma "incorreção factual" ao escrever, numa carta em 2008, nunca ter tido ações da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), mas disse não haver qualquer intenção de o ocultar.

Para Catarina Martins, esta "incorreção factual" junta-se a outras cometidas pelo primeiro-ministro e por outros ministros, como Maria Luís Albuquerque, Paulo Portas.

Lembrou que a ministra das Finanças afirmou que "nunca tinha tido nada a ver" com os contratos 'swap', "quando afinal tinha tudo a ver".

Em relação a Paulo Portas, a coordenadora do Bloco apontou as "incorreções factuais" relacionadas com o caso da sua demissão "irrevogável" e da linha vermelha no corte de pensões.

Portas ficou no Governo e, como disse Catarina Martins, prepara-se para caucionar um corte nas pensões.

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De Passos Coelho enumerou duas "incorreções factuais", uma das quais tem a ver com o anunciado regresso de Portugal aos mercados já na próxima segunda-feira, quando, disse, "o que vemos é Portugal a negociar um segundo resgate".

"Passos Coelho disse 'comigo, quem mente sai'. Mas o Governo ainda lá está", disse ainda, destacando mais esta "incorreção factual".

"Este é, todo ele, um Governo de incorreções factuais", acusou.

Para Catarina Martins, as próximas eleições autárquicas deverão ser encaradas pelos portugueses como "o dia da correção".

"Será o dia da correção, de chumbar este Governo e de repor a decência na política", disse ainda.

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