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Cavaco condena desacatos e louva "profissionalismo" da polícia

Cavaco condena desacatos e louva "profissionalismo" da polícia

O Presidente da República, Cavaco Silva, condenou, esta quinta-feira, os "desacatos" ocorridos na manifestação de quarta-feira frente ao Parlamento e louvou "o profissionalismo" da polícia portuguesa.

"Não vi as imagens porque estava a participar em atos oficiais com o Presidente da Colômbia mas pela informação que tenho, quero condenar veementemente a violência, os desacatos que foram provocados por um grupo de cidadãos, que devem fazer pensar os portugueses. Quero elogiar, quero louvar o profissionalismo como a polícia portuguesa desempenhou a função de garantir a ordem pública e combater a violência na nossa democracia", disse Cavaco Silva, à margem de um seminário sobre o mar, em Lisboa.

Questionado pelos jornalistas, Cavaco Silva considerou que, de acordo com a informação que recebeu, os polícias "portaram-se de uma forma notável, enfrentando violência muito forte que não seria de esperar num dia de greve que correu, em geral, de forma normal".

Interrogado sobre se os desacatos poderão ser interpretados como uma "consequência da dureza da austeridade", Cavaco Silva recusou a ideia, afirmando que "não há tolerância possível para desacatos deste tipo e para a violência".

"Não se tente inventar argumentos. São pessoas apostadas na destruição, apostadas na violência, que querem destruir a sociedade e por isso a polícia não pode deixar de ter todo o apoio dos portugueses para enfrentar atitudes como esta que visam destruir a riqueza do nosso país e em particular visam destruir a força humana que existe no nosso país", acusou.

Questionado sobre se admite a possibilidade de ter havido excessos na atuação da polícia, Cavaco Silva ressalvou mais uma vez que não viu as imagens mas considerou que, pela informação de que dispõe, "qualquer acusação desse tipo só pode ser um insulto à polícia".

Elementos do corpo de intervenção da PSP carregaram quarta-feira ao final da tarde sobre alguns manifestantes que se concentravam em frente à escadaria da Assembleia da República, depois de terem sido apedrejados e os mandarem, sem êxito, dispersar.

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Dos confrontos resultaram várias dezenas de feridos, entre manifestantes e polícias.

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