Política

Cavaco defende que crescimento não pode depender só da redução de custos

Cavaco defende que crescimento não pode depender só da redução de custos

O crescimento económico não pode depender unicamente da redução de custos e exige avanços na produtividade e competitividade, com mais apostas na inovação, defendeu Cavaco Silva, esta quarta-feira, em Madrid.

"O abrandamento da capacidade de gerar valor económico por unidade de trabalho é o sintoma mais evidente das fragilidades e da insuficiente consolidação dos sistemas de inovação empresarial das nossas economias", disse, na sessão de encerramento do 8º encontro da Cotec.

"É hoje evidente que o crescimento económico já não pode depender unicamente da mera redução de custos. São decisivos os avanços de produtividade e de competitividade baseados na qualidade e na inovação tecnológica", disse.

O chefe de Estado falava na sessão de encerramento da 8ª edição da COTEC - a que presidiu em conjunto com o rei espanhol Juan Carlos e com o presidente italiano Giorgio Napolitano - encontro de "reflexão conjunta sobre os desafios do aprofundamento da inovação tecnológica no tecido produtivo" das três economias.

"Face a uma conjuntura empresarial desfavorável, a correção desta fraqueza enfrenta dificuldades acrescidas, especialmente a curto prazo. Cabe às políticas públicas de apoio à inovação um papel indispensável de estímulo e de preservação do que foi conquistado ao longo da última década", disse ainda.

"O estímulo ao aumento da produtividade empresarial deve ser assumido, de facto, como uma nova missão da política comunitária e das suas vertentes nacionais", afirmou.

Para Cavaco Silva a inovação "é o fator que mais diretamente influencia as diferentes dimensões da produtividade" mas, apesar dos esforços recentes, evidencia-se "uma significativa divergência da produtividade das economias do Sul face à generalidade dos outros países da União Europeia".

PUB

"O abrandamento da capacidade de gerar valor económico por unidade de trabalho é o sintoma mais evidente das fragilidades e da insuficiente consolidação dos sistemas de inovação empresarial das nossas economias", frisou.

A estrutura da economia portuguesa, assente em PME, continua, explicou Cavaco Silva, a sentir dificuldades no acesso ao "caudal de conhecimento e de tecnologia produzido pelos sistemas de inovação".

Falando para as dezenas de empresários presentes, o chefe de Estado defendeu uma ainda maior aposta na agenda da inovação e nas políticas europeias de ciência e tecnologia, viradas, especialmente, para as PME.

Uma política industrial europeia de inovação tecnológica com largo espetro terá que incidir o seu foco na produtividade das Pequenas e Médias Empresas, que representam 78 por cento do emprego nos setores industriais e são responsáveis por uma parcela significativa do crescimento económico", disse.

"As Pequenas e Médias Empresas são um veículo essencial para converter o capital de conhecimento tecnológico da Europa em mais inovação, mais produtividade, mais crescimento de emprego e, por tudo isso, deverão estar, cada vez mais, no centro das políticas nacionais e comunitárias.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG