Política

Cavaco diz que declínio da fecundidade "não é inevitabilidade"

Cavaco diz que declínio da fecundidade "não é inevitabilidade"

O Presidente da República reconheceu esta sexta-feira que nos próximos anos a taxa de natalidade em Portugal não irá permitir a "reposição de gerações", apesar de sublinhar que "o declínio da fecundidade não é uma inevitabilidade".

"O declínio da fecundidade não é uma inevitabilidade, mas há que reconhecer que, muito provavelmente, teremos de nos habituar a níveis que não correspondem à reposição das gerações", afirmou o chefe de Estado, no encerramento da conferência "Nascer em Portugal", que decorreu durante todo o dia em Cascais.

Depois de ter assistido a todas a comunicações e debates da conferência, que marca o arranque do novo "roteiro para o futuro" e se prolongou durante dez horas, Cavaco Silva admitiu que foram transmitidos alguns "sinais de preocupação".

Contudo, frisou, simultaneamente foram também deixadas "algumas notas de esperança".

Numa breve intervenção, o Presidente da República deixou ainda elogios à "produção científica" portuguesa sobre a matéria da fecundidade, mas apelou a que os jovens investigadores "assumissem a responsabilidade de prosseguir e de desenvolver o esforço de reflexão científica".

O chefe de Estado destacou ainda no seu discurso a obra de Livi Bacci, que publicou na Universidade de Princeton um dos estudos pioneiros sobre a fecundidade em Portugal.

"É pelo reconhecimento da sua obra, mas também pela sua carreira de cientista, de cidadão e, mais recentemente, de homem de Estado que decidi agraciá-lo com as insígnias de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique", acrescentou Cavaco Silva.

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À saída da conferência, os jornalistas tentaram interpelar o Presidente da República, nomeadamente sobre os últimos números do desemprego, mas Cavaco Silva escusou-se a prestar declarações, recordando apenas que durante o dia já tinha feito duas intervenções sobre um tema "da maior importância".

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