10 de Junho

Cavaco Silva sentiu-se mal durante discurso do 10 de Junho na Guarda

Cavaco Silva sentiu-se mal durante discurso do 10 de Junho na Guarda

O presidente da República sentiu-se mal, esta terça-feira, pouco depois do início do discurso da sessão solene das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, na Guarda. Cerca das 11 horas, depois de receber assistência médica, Cavaco Silva regressou à tribuna sob aplausos da população presente no local e retomou o discurso.

Cavaco Silva discursava há seis minutos, no parque urbano do Rio Diz, na cidade da Guarda, quando se sentiu mal e foi retirado para a parte traseira da tribuna. Às 10.40 horas, o presidente da República estava a receber assistência médica no local devido uma "reação vagal", da qual "recuperou rapidamente", nunca tendo perdido a consciência, disse à Lusa o médico que o assistiu.

"O senhor Presidente da República sentiu uma reação vagal, da qual recuperou rapidamente, nunca tendo perdido a consciência e sempre manifestou intenção de concluir o seu discurso", declarou o major-general médico José Duarte, da Força Aérea, que assistiu o chefe de Estado.

No início do discurso, um grupo de manifestantes que estava na assistência começou a assobiar, a fazer ruído com apitos e a gritar "Governo para a rua". Os manifestantes exibiam pequenos cartazes com mensagens como "Governo Rua" e "Presidente incompetente. Deixe o seu palácio para melhor gente".

Após a ausência do chefe de Estado, os ânimos acalmaram.

Cavaco Silva regressou à tribuna, cerca das 11 horas, sob aplausos da população, e retomou o discurso onde o tinha deixado, sem qualquer referência ao motivo da interrupção.

Protesto pela demissão do governo

"O protesto foi para pedir a demissão do Governo, tendo em conta o ataque às funções do Estado, encerramento das escolas e contra a destruição do Serviço Nacional de Saúde", explicou à agência Lusa Honorato Robalo, dirigente sindical da CGTP.

Honorato Robalo explicou que o protesto foi realizado no momento do discurso de Cavaco Silva, alegando que "o Presidente da República devia destituir" o atual Governo "uma vez que houve oito momentos em que as decisões do Governo foram consideradas inconstitucionais".

Segundo o sindicalista, participaram no protesto, promovido pelo Movimento Sindical Unitário afeto à CGTP, "cerca de três centenas de pessoas, a maior parte professores, enfermeiros e elementos de movimentos comunitários e contra as portagens" nas antigas Scut (vias sem custos para o utilizador).