Última Hora

CDS disposto a deixar cair Portas para manter coligação e Governo

CDS disposto a deixar cair Portas para manter coligação e Governo

O CDS parece disposto a viabilizar a coligação com o PSD, pelo menos, até à saída da "troika" do país, aprazada para abril de 2014. Portas deixa o Executivo e o partido, abrindo caminho a Nuno Melo, atual vice-presidente.

A clarificação pedida ao CDS pelo primeiro-ministro está para breve e pode ser favorável à continuação do Governo de coligação, apurou o JN junto de fonte próxima da reunião da Comissão Executiva dos centristas, que está a decorrer, em Lisboa.

A solução passa pelo adiamento, para dezembro, do Congresso do CDS, que está marcado para o próximo fim-de-semana, com Paulo Portas a deixar a liderança, cedendo passo a Nuno Melo, que está disposto a entrar para o Governo, viabilizando a continuidade do Executivo.

Ao que o JN apurou, a maioria dos dirigentes reunidos na Comissão Executivo não quer levar o país a eleições. Dos 19 dirigentes presentes, além de Portas, 14 estão a favor da coligação e de continuar no Governo, com ou sem Portas, no partido e no Executivo; cinco defendem um acordo de incidência parlamentar com o PSD até ao fim do programa de assistência financeira, em abril de 2014.

Paulo Portas apresentou a demissão "irrevogável", a título pessoal, alegando que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ignorou as suas divergências pela escolha de Maria Luís Albuquerque para titular do Ministério das Finanças.

Numa comunicação ao país, o primeiro-ministro afirmou que não tinha aceitado a demissão de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e que esperava que a situação de crise fosse ultrapassada par que o Governo se mantenha em funções.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG