Política

CDS-PP aconselha oposição a ler 400 páginas e remete insinuações para PS

CDS-PP aconselha oposição a ler 400 páginas e remete insinuações para PS

O CDS-PP aconselhou, esta sexta-feira, a oposição, designadamente o PS, a ler o relatório preliminar da comissão de inquérito parlamentar à aquisição de equipamentos militares, retribuindo as "insinuações" aos anteriores governos socialistas.

"Tem mais de 400 páginas, portanto sugeria à oposição que fizesse o que o CDS. Que antes de emitir opiniões dessa natureza que se desse ao trabalho de o (texto) ler. Parece-me que seria boa ideia", declarou a deputada democrata-cristã Cecília Meireles.

PS, PCP e BE lamentaram mais uma vez a rejeição por parte da maioria de prolongar os trabalhos para obter mais documentos e depoimentos, nomeadamente do atual vice-primeiro-ministro e líder do CDS-PP, Paulo Portas, responsável pela Defesa no Governo de coligação liderado por Durão Barroso.

"Desde o início, esta comissão tem sido pautada pelo signo da insinuação. Depois, a oposição, designadamente o deputado José Magalhães (PS), quando os factos não comprovam as insinuações, pelo contrário as desmentem, dizem que não estão esclarecidos", acusou a parlamentar centrista.

Cecília Meireles desvalorizou "muitas insinuações sobre reuniões secretas entre o então ministro da Defesa, Paulo Portas, e o concorrente alemão".

"Nem as reuniões são secretas nem terão sido agradáveis para o concorrente alemão porque o dr. Paulo Portas, coisa que os ministros do PS nunca tinham feito, lhe exigiu garantias de cumprimento das metas na construção dos submarinos. Ninguém negou a existência da reunião ou a escondeu", assegurou.

Para a deputada do CDS-PP, o seu homólogo socialista José Magalhães "ficou baralhado porque percebeu que a cada pergunta Paulo Portas respondia e respondeu a todas e estava disposto a ficar mais tempo".

"A oposição é que não tinha mais perguntas e ia percebendo que as coisas vão sempre dar ao PS. Todas as decisões sobre as quais houve e continua a haver insinuações são tomadas durante a vigência de governos PS", reforçou.

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