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CDS-PP desconvoca congresso

CDS-PP desconvoca congresso

A comissão executiva do CDS-PP vai propor ao Conselho Nacional, convocado para segunda-feira à noite no Porto, a desconvocação do XXV Congresso do partido e a sua realização após as eleições autárquicas, disse fonte da direção do CDS-PP.

A comissão executiva do CDS-PP vai propor ao Conselho Nacional, convocado para segunda-feira à noite no Porto, a desconvocação do XXV Congresso do partido e a sua realização após as eleições autárquicas, disse à Lusa fonte da direção do CDS-PP.

"Uma vez que a situação política não está definitivamente clarificada e que há esta nova proposta do Presidente da República, a comissão executiva decidiu convocar o Conselho Nacional para segunda-feira à noite no Porto", afirmou na fonte da direção democrata-cristã.

Por outro lado, "um novo adiamento atiraria o Congresso para a data de apresentação das listas às eleições autárquicas e prejudicaria esse processo", disse, justificando que a comissão executiva, com o acordo do presidente da mesa do Conselho Nacional, António Pires de Lima, e do presidente da mesa do Congresso, Luís Queiró, proponha que a reunião magna do partido seja após as autárquicas.

A direção do CDS-PP planeia a realização de uma convenção autárquica no final de agosto, um "momento de reunião do partido, que será ao mesmo tempo a rentrée e o lançamento da campanha autárquica".

O XXV Congresso do CDS-PP será marcado num Conselho Nacional posterior ao de segunda-feira e dar-se-á reinício ao processo, com nova eleição de delegados e novo prazo para apresentação de moções de estratégia global, acrescentou a mesma fonte.

O primeiro subscritor de uma moção de estratégia global pode ser candidato à liderança no Congresso, que será eletivo, já que as eleições diretas no partido terminaram no último congresso.

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Os cadernos de delegados ao congresso são necessariamente diferentes após as eleições autárquicas dadas as inerências dos autarcas, referiu ainda fonte.

O Conselho Nacional do CDS-PP de segunda-feira decorrerá a partir das 20:30, no Porto.

Após a demissão do Governo do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e presidente do CDS-PP Paulo Portas, abriu-se uma crise no Governo que levou os democratas-cristãos a desmarcarem o Congresso que tinham marcado para os dias 6 e 7 de julho na Póvoa de Varzim, passando a estar previsto parta 20 e 21 de julho.

Paulos Portas acabou por não sair do Governo, tendo negociado com o primeiro-ministro uma proposta de Governo, em que passaria a ser vice-primeiro-ministro, solução essa que Passos Coelho levou ao Presidente da República.

O Presidente da República não deu resposta pública a essa proposta tendo pedido, na quarta-feira, um compromisso de "salvação nacional" a PSD, PS e CDS-PP.

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