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CDS-PP diz que défice ainda poderá ser 5 ou 6%

CDS-PP diz que défice ainda poderá ser 5 ou 6%

O CDS-PP defendeu, esta sexta-feira, que até ao final do ano poderá ser atingido um défice real de seis por cento ou, com uma redução significativa da despesa, de 5 ou 6%.

O deputado do CDS-PP Abel Baptista começou por afirmar que, "se a trajetória se mantiver idêntica", será possível atingir um défice real na ordem dos 6%" e, depois de confrontado com a previsão do PSD (e a meta do Governo imposta pela 'troika') ser de um défice de 5% no final do ano, respondeu que isso será possível com uma redução "significativa" da despesa.

O défice orçamental nos primeiros seis meses do ano atingiu os 6,8% o do Produto Interno Bruto, em contabilidade nacional (a que conta para Bruxelas), correspondente a -5.597 milhões de euros, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

"Poderemos atingir um défice de 5% se a nível da despesa nós conseguirmos uma redução que possa ser significativa e que vem tendencialmente também a acontecer, a exemplo do que demonstra esta execução até este momento, que já vai em 10 por cento de redução da despesa na aquisição de bens e serviços por parte do Estado", afirmou Abel Baptista.

O deputado democrata-cristão começou por dizer que há "objetivamente um progresso" relativamente ao ano passado, assim como neste ano, entre o primeiro e o segundo trimestre.

"No segundo trimestre é de 5,9, quando no primeiro trimestre foi de 7,8. Objetivamente, uma melhoria substancial. Se a trajetória se mantiver idêntica nos termos até ao final do ano, atingiremos um défice real na ordem dos seis por cento, que aliás, é o que foi anunciado e previsto pelo Ministério das Finanças", defendeu.

O CDS disse que queria passar a "mensagem" aos portugueses de que "efetivamente o esforço está a valer a pena", apesar de uma "consolidação orçamental como a que está a ocorrer é sempre muito difícil, exige muita persistência".

O PSD manifestou-se hoje convencido de que a meta de cinco por cento do défice definida pelo Governo com a 'troika' ainda pode ser cumprida, apesar de o INE revelar que atingiu no primeiro semestre 6,8%, escusando-se a falar em mais austeridade.

"É evidente que é um valor que nos preocupa e que deve concentrar o Governo naquilo que é o objetivo orçamental de 5 pontos percentuais até ao final do ano. Estamos convencidos que essa meta será possível de alcançar, face às medidas que, entretanto, por antecipação, já foram tomadas", disse Paulo Batista Santos aos jornalistas no Parlamento.