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CDS-PP negoceia saída da crise "com boa-fé, total sobriedade e empenhamento"

CDS-PP negoceia saída da crise "com boa-fé, total sobriedade e empenhamento"

O dirigente do CDS-PP Telmo Correia garantiu que o partido participará no processo de negociação para o acordo de salvação nacional "com boa-fé, total sobriedade e empenhamento", garantindo que não vai introduzir nenhum "grão de areia na engrenagem".

No final do Conselho Nacional do CDS-PP, que decorreu esta noite no Porto, Telmo Correia disse aos jornalistas que o órgão do partido expressou vontade que "o processo político que foi aberto decorra para que as soluções sejam encontradas" e que se chegue a um acordo nas negociações para o compromisso de salvação nacional pedido pelo Presidente da República.

"Para que isso aconteça, o CDS participará no processo de negociação que está aberto com boa-fé, com total sobriedade e também com total empenhamento", garantiu.

Questionado sobre as posições assumidas relativamente à moção de censura apresentada pelo PEV, o porta-voz deste Conselho Nacional respondeu que "a posição do CDS é clara e é inequívoca", afirmando que o partido "não fará, nem faz neste momento, nada, absolutamente nada que possa prejudicar esse processo seja em que sentido for" e que por isso "não há comentários, não há debate, não há discussão".

"A nossa vontade é que haja resultados e, portanto, nós não introduziremos nenhum grão de areia na engrenagem, não introduziremos nenhum elemento de debate. Esperamos que este processo decorra da melhor forma e que haja acordo", enfatizou.

Interrogado sobre as considerações dos conselheiros sobre a atuação do Presidente da República, Telmo Correia respondeu que "o CDS é favorável a um bom relacionamento institucional" e que este é "essencial", pelo que o partido quer "que este processo chegue a bom termo com sobriedade, com boa-fé e com total empenhamento".

O deputado do CDS-PP, questionado sobre se esta reunião serviu para pacificar o partido, afirmou que nunca viu o "partido não pacificado" e que o momento político "para o partido, para os conselheiros nacionais, para os seus dirigentes é de natural e lógica preocupação".

No entanto, e na opinião do democrata-cristão, as decisões que o partido tem tomado no decurso deste processo político "foram tomadas por quase unanimidade".

"Eu creio que as deliberações que o partido tem tomado neste processo têm sido tomadas por quase unanimidade. Essa paz existe. Essa paz é importante que exista. Essa paz foi assumida por todos os conselheiros nacionais até porque o CDS estar neste momento unido e determinado neste mesmo processo, do nosso ponto de vista, é um elemento importante para a conclusão com sucesso desse mesmo processo", reiterou.

O Conselho Nacional do CDS-PP aprovou na segunda-feira à noite a desconvocação do congresso, realizando-se uma nova reunião magna em outubro, depois das autárquicas, tendo ainda ficado decidida a realização de uma convenção autárquica em setembro.