Política

CGTP termina marcha a exigir direito ao trabalho e com nova ação dia 31

CGTP termina marcha a exigir direito ao trabalho e com nova ação dia 31

O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, disse que a marcha contra o desemprego, que terminou, este sábado, em frente à Assembleia da República, foi "um compromisso de luta pela mudança de política" e mostrou que não há resignação. Além da greve geral a 14 de novembro foi agendada nova ação de rua para 31 de outubro.

A CGTP-IN convocou uma greve geral para 14 de novembro e agendou uma ação de rua para dia 31 de outubro, coincidindo com a votação na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2013.

A marcha da CGTP-IN contra o desemprego iniciou-se a 5 de outubro em várias cidades do país e culminou, este sábado, em Lisboa. No discurso de encerramento, em frente à Assembleia da República e diante de alguns milhares de manifestantes, Arménio Carlos considerou que "esta foi a marcha onde os jovens mostraram que não se resignaram, que lutam no presente contra o roubo da esperança de um futuro melhor", acrescentando que também foi "a rejeição das desigualdades e da exigência da solidariedade efetiva da sociedade".

Arménio Carlos sublinhou que a marcha "demonstrou que o aumento dos salários e, no imediato do salário mínimo nacional, é condição essencial para a melhoria das condições de vida, a dinamização da economia e a criação de emprego", flagelo que afeta "um milhão e 400 mil trabalhadores".

O secretário-geral enfatizou também que a CGPT-IN rejeita que "o desemprego e a precaridade sejam uma presença constante no dia a dia dos agregados familiares" e revelou que a presença em frente à Assembleia da República não é para "pedir", porém "para exigir o direito ao trabalho e ao trabalho, com direitos para os jovens e os desempregados em geral".

Num discurso, o sindicalista exigiu "o acesso a prestações sociais para todos os que dela necessitem e se encontrem em situação de desemprego", assinalando que a CGTP-IN não aceita que "o direito à proteção social continue a ser negado a mais de metade dos desempregados".

Reforçou ainda que é preciso "acabar com o flagelo dos salários em atrasos e assegurar o pagamento dos créditos aos trabalhadores vítimas de despedimento".

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Num discurso inflamado, e quase afónico, o secretário-geral da CGTP-IN exigiu igualmente o fim das Parcerias Público-Privadas (PPP), dos benefícios fiscais "injustificados" e dos descontos atribuídos em sede de IRC ao setor financeiro, defendendo também que o Banco Central Europeu financie diretamente os estados.

Arménio Carlos reiterou também que o Governo protege o capital e que "grande parte da despesa pública serve para pagar a agiotas e chantagistas, aos 'mercados' e aos consórcios amigos".

"Exigimos que os impostos, pagos pelos trabalhadores e pensionistas, deixem de alimentar a alta finança e os grandes grupos económicos que promovem hoje o assalto e o saque do Estado", disse.

O secretário-geral da CGTP-IN observou ainda que, "em vésperas da apresentação do Orçamento do Estado" (na segunda-feira), "dizem que vão mudar qualquer coisa para que fique tudo na mesma". "Recuam na TSU, carregam no IRS, sempre em cima dos rendimentos de quem trabalha e produz riqueza", criticou.

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