Política

"Cheiro tóxico" afetou debate quinzenal na Assembleia da República

"Cheiro tóxico" afetou debate quinzenal na Assembleia da República

Alguns deputados abandonaram, esta sexta-feira de manhã, o debate quinzenal no Parlamento, visivelmente incomodados com um "cheiro muito forte e tóxico", nas palavras da presidente da mesa da Assembleia da República. Devido a uma rutura numa caldeira a gasóleo, as portas do plenário foram abertas, mas o debate continuou.

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, informou os deputados das diligências que tinha feito para tentar minimizar o mau cheiro, descrito também como "tóxico" por alguns jornalistas. A caldeira, na origem do problema, estava já a ser reparada quando o problema foi sentido e as portas do plenário foram abertas.

"Esta não é uma decisão fácil de tomar sozinha, aqui da mesa", explicou Assunção Esteves, dizendo compreender que "os senhores deputados que se sentissem menos bem tenham de abandonar a sala".

Alguns deputados, visivelmente agastados com o mau cheiro, não perderam tempo em deixar o plenário, mas o debate continuou até ao fim, cerca das 12.15 horas, nos termos regulamentares, com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a responder a perguntas de toda a Oposição sobre o eventual agravamento dos cortes nas pensões e salários.

Ainda antes do incidente, o primeiro-ministro defendeu que é preciso manter a disciplina orçamental e apresentar excedentes primários para que eventualmente, no futuro, haja mecanismos de mutualização de dívida na União Europeia.

No debate quinzenal, na Assembleia da República, o chefe do executivo PSD/CDS-PP dedicou o seu discurso inicial a um relatório que referiu ter sido entregue à Comissão Europeia no dia 31 de março sobre os termos em que poderiam ser criadas soluções de mutualização de dívida e euro-obrigações, documento com o qual disse estar "muito em sintonia" e sobre o qual propôs que houvesse "um debate informado" no parlamento português.

"Quem promete resolver o problema de encontrar mais espaço para crescimento, porque conseguiremos, no fundo, não ter de consolidar as finanças públicas de uma forma tão impressiva, está no fundo a desviar-se da opinião geral e consensual de que, justamente, se queremos um dia ter mecanismos desta natureza, temos primeiro de mostrar que somos capazes de reduzir os nossos défices, de exibir excedentes primários, e não de ganhar mais espaço para criar mais dívida e mais défice", declarou o primeiro-ministro, no final da sua intervenção.

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