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Coadoção é "questão menor" perante problemas que enfrentam as famílias

Coadoção é "questão menor" perante problemas que enfrentam as famílias

A Confederação Nacional das Associações de Famílias considerou esta sexta-feira a coadoção de crianças por casais homossexuais como uma questão menor comparada com os problemas que as famílias portuguesas enfrentam atualmente.

"Os problemas das famílias portuguesas não passam por aí. Relevam a falta de emprego, a elevada tributação dos contribuintes, os cortes nas pensões, a elevada tributação sobre a habitação, etc.", afirmou à agência Lusa Amândio Alves, responsável da CNAF. "Isso é que é efetivamente importante para as famílias", sublinhou.

Para esta confederação, a questão da coadoção de crianças por casais homossexuais é "uma questão menor" perante os "problemas que enfrentam as famílias e cidadãos portugueses".

Amândio Alves defendeu que os legisladores, na Assembleia da República, deviam estar a tentar resolver os problemas que afetam as famílias, criando condições para melhorar a vida dos portugueses.

O parlamento aprovou hoje, na generalidade, um projeto de lei do PS para que os homossexuais possam coadotar os filhos adotivos ou biológicos da pessoa com quem estão casados ou com quem vivem em união de facto.

Este projeto de lei teve 99 votos a favor, 94 contra e nove abstenções, anunciou a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. Votaram a favor as bancadas do BE, PCP, PEV, a maioria dos deputados do PS e 16 deputados do PSD.

De acordo com o projeto de lei do PS, que tem como primeira subscritora a deputada Isabel Moreira, "quando duas pessoas do mesmo sexo sejam casadas ou vivam em união de facto, exercendo um deles responsabilidades parentais em relação a um menor, por via da filiação ou adoção, pode o cônjuge ou o unido de facto co-adotar o referido menor".

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Nos termos deste diploma, o direito de co-adoção está restrito a pessoas com mais de 25 anos e depende da não existência de "um segundo vínculo de filiação em relação ao menor".

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