Política

Confederação do Comércio rejeita qualquer medida de aumento de carga fiscal

Confederação do Comércio rejeita qualquer medida de aumento de carga fiscal

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal rejeitou esta segunda-feira, durante a reunião com a 'troika', qualquer medida de aumento da carga fiscal no âmbito de um reajustamento aos objetivos do défice.

"Não estando a ser cumpridas as metas, as medidas devem passar por outras soluções, nomeadamente a criação de condições para um maior financiamento das empresas pela banca e um esforço especial na reabilitação urbana, essencial para a dinamização de um grande número de empresas dos setores mais atingidos", disse João Vieira Lopes aos representantes, no âmbito da quinta avaliação do programa de assistência financeira a Portugal.

A CCP defendeu ainda a necessidade de isenções e benefícios fiscais para as empresas que investem, refere a associação, em comunicado.

A CCP entende que as políticas originadas pelo memorando e a sua aplicação pelo Governo "não tiveram em conta duas situações estruturais, para os quais alertou desde o início: a estrutura do tecido empresarial e do emprego em Portugal, centrado em PME e a forte dependência das empresas e do investimento em relação ao crédito bancário".

Para a confederação empresarial, "a realidade estrutural acabou por originar resultados aquém do esperado, dificultando o cumprimento das metas para este ano".

Aos jornalistas no final da reunião, João Vieira Lopes declarou-se "francamente desiludido" com o encontro com os peritos internacionais.

"Esta reunião foi uma audição. Ouviram o que os parceiros sociais tinham a dizer e não adiantaram nada sobre decisões ou projetos para Portugal", disse.

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Os representantes da 'troika' deixaram claro aos parceiros sociais que o programa de ajustamento que está a decorrer em Portugal é da responsabilidade do Governo, defendendo a importância de manter o "diálogo político".

As confederações patronais e os sindicatos afirmaram aos jornalistas que o representante da União Europeia, deixou claro que o programa de ajustamento "não é da 'troika', mas sim de Portugal".

João Vieira Lopes disse que ao declararem que o programa é da responsabilidade do Executivo português, a 'troika' pretendeu "resguardar-se de eventuais decisões que o Governo possa vir a tomar".

"Colocaram-se numa posição de divisão de responsabilidades", resumiu Vieira Lopes.

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