Política

Costa quer transformar "maioria do contra" em "maioria de Governo"

Costa quer transformar "maioria do contra" em "maioria de Governo"

O candidato à liderança do partido socialista e presidente da Câmara de Lisboa quer ser capaz de "converter a maioria de oposição ao atual Governo" numa "maioria de Governo". Esta "grande maioria do contra", que "extravasa em muito as fronteiras políticas tradicionais", é composta, nas palavras de António Costa, não só pelos socialistas e "aqueles que estão à esquerda" do PS, mas também por muitos dos que "tradicionalmente estão à direita".

"São todos estes que olham para nós e nos dizem: mas do que estão à espera? Despachem-se a responder à nossa necessidade de termos uma alternativa", afirmou este sábado em Barcelos o candidato, que está de baterias apontadas ao norte do país numa campanha interna para a escolha do candidato a primeiro-ministro.

Na cidade do Galo, o autarca de Lisboa pôde contar com o apoio de alguns históricos socialistas, como Manuel Pizarro, vereador no Porto, Laurentino Dias, do Governo de José Sócrates, o presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, e o ex-presidente da Distrital do PS de Braga, Joaquim Barreto.

António Costa disse, ainda, que aguarda que o PS "defina as regras" para o debate entre os candidatos à liderança do partido, contudo, escusou-se a dizer se aceitaria um confronto direto com António José Seguro, afirmando apenas que as eleições acabarão com a "conflitualidade" entre o atual Governo e o país.

Barcelos está cada vez mais virado para António Costa, tanto mais que o candidato foi recebido pelo líder da concelhia rosa, que não tinha marcado presença na visita de Seguro, na semana passada, ao concelho.

Domingos Pereira disse que o resultado das Europeias ficou "aquém" do esperado e que Seguro deveria ter logo contactado Costa e ambos "exigirem eleições antecipadas". O líder disse, ainda, que é contra a proposta de Seguro quanto à data das primárias.