Política

Debate do estado da Nação vai ser marcado pelo "desafio" do emprego

Debate do estado da Nação vai ser marcado pelo "desafio" do emprego

PSD e CDS prometem um debate do estado da Nação "responsável", atribuindo aos portugueses o "mérito" de um "caminho de recuperação" e reconhecem que o maior "desafio" é o emprego e mostrar que os "sacrifícios" vão "valer a pena".

"Os portugueses têm sido os grandes obreiros deste caminho de recuperação do país e têm tido um grau de compreensão que nós muito respeitamos e que é motivo de confiança no futuro", afirmou o líder da bancada do PSD, Luís Montenegro, antecipando o debate do estado da Nação de quarta-feira, em que se estreia o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

O presidente da bancada social-democrata admite que se está "num limiar muito elevado da capacidade de sofrimento da sociedade", em que "o esforço fiscal das famílias e empresas é enorme" e que as pessoas "também querem perceber que vai valer a pena e que o futuro pode trazer mais oportunidades, equilíbrio social e emprego".

"É um esforço notável que nós não podemos desperdiçar", afirmou, antecipando, pelo PSD, um "debate profundo, sereno e responsável relativamente a toda a atividade governativa e política do último ano".

"Não deixaremos de realçar o comportamento do Governo no cumprimento dos seus principais compromissos eleitorais, nessa dupla vertente de base que é, por um lado, estarmos a fazer a consolidação das contas públicas, execução das metas e dos objetivos orçamentais, e, por outro lado, lançamento de um conjunto de reformas estruturais que possam projetar o país para um crescimento económico sólido nos próximos anos e para a recuperação de emprego, que é neste momento o nosso grande objetivo", sustentou.

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, disse à Lusa que os democratas-cristãos procurarão "salientar" o "esforço" dos portugueses, mas também tentar demonstrar que "esse esforço poderá resultar em algo de melhor".

"Esse é também um desafio para o debate do estado da Nação por parte do Governo e da maioria, continuar a dar esperança e dar esse alento e essa crença aos portugueses, que estes sacrifícios aos portugueses vão valer a pena", admitiu.

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O CDS faz "um diagnóstico que é de um país que há um ano atrás estava na bancarrota, sem dinheiro para pagar salários a funções básicas e que está a cumprir um período de ajustamento que necessariamente está a ter medidas difíceis e duras na vida dos portugueses, nomeadamente o desemprego".

"O grande mérito de todos os elogios internacionais ao programa de ajustamento deve ser, mais do que para esta maioria ou para este Governo, para os portugueses", declarou, apontando para "um conjunto de reformas há muito prometidas" estão a ser feitas, nomeando a política do medicamento, o programa de emergência social, plano de videovigilância, os julgamentos rápidos ou o "reforço do mérito como critério de avaliação dos alunos".

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