Política

Debate sobre reforma do Estado condicionado à comunicação social

Debate sobre reforma do Estado condicionado à comunicação social

O acesso ao debate "Pensar o futuro -- um Estado para a sociedade", aberto esta manhã pelo secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, foi condicionado à comunicação social, que foi impedida de recolher e transmitir as intervenções do painel de especialistas presente no Palácio Foz em Lisboa.

Carlos Moedas abriu o debate com um apelo aos membros da sociedade civil para que, ao longo de dois dias, debatam que Estado querem a longo prazo, "se é este o Estado que a sociedade civil quer", mas também, no curto prazo, encontrem resposta para a realidade de constrangimentos financeiros que o país atravessa.

"Como é que podemos fazer melhor com poucos recursos?", propôs o secretário de Estado como tema de debate. E no longo prazo, "é este o Estado que os portugueses merecem? Esta é a grande pergunta", considerou Moedas.

O interlocutor do Governo para as relações com a 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central) considerou ainda que o debate que nfoi lançado -- e que o Governo começou por dizer que gostaria de ver concluído em fevereiro -- "não é um debate qualquer, é o debate que nós precisamos em Portugal".

"Portugal teve muitas crises, mas nunca conseguiu resolver aquilo que hoje estamos aqui a debater. A reforma do Estado tem sido sempre adiada" e "é por isso as crises voltam", afirmou Moedas.

Como "queremos que o Estado seja, qual é o 'output' que queremos, qual é a eficiência que queremos do Estado" foi o que Carlos Moeda propôs, assim, aos membros da sociedade civil presentes como temas de debate. De seguida manifestou um desejo: "Gostava de ouvir mais a palavra eficiência do que a palavra despesa".