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Decisão sobre programa cautelar discutida em janeiro

Decisão sobre programa cautelar discutida em janeiro

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, remeteu a decisão sobre se Portugal adota ou não um programa cautelar após o resgate financeiro em curso para as reuniões do Eurogrupo, a partir de janeiro.

"Como é conhecido, há uma indicação de que possivelmente na agenda do Eurogrupo do próximo ano, a partir de janeiro, se começará - nessa sede, junto das instituições europeias - a discutir a estratégia de saída do programa, sem especificar se isso envolve ou não um programa cautelar", afirmou a governante na conferência de imprensa, em Lisboa, em que o Governo apresentou os resultados da décima avaliação ao programa.

Sem se comprometer com uma decisão, Maria Luís Albuquerque disse ainda que, "a confirmar-se esse ponto [na agenda do Eurogrupo], essas conversas começarão e esse é que será o local e o momento próprios para se saber de que forma é que Portugal terminará o programa".

A ministra das Finanças afirmou que o Governo não tem "nenhum preconceito de partida contra qualquer das hipóteses que se mantêm em aberto".

"Avaliaremos a seu tempo qual é a estratégia mais adequada e que melhor salvaguarda os interesses do país", rematou Maria Luís Albuquerque.

Interrogada sobre quais as condições objetivas que Portugal tem de cumprir para ter uma saída do programa como a da Irlanda (sem programa cautelar), Maria Luís Albuquerque disse que "nem os irlandeses saberiam responder" a isso, acrescentando que "não há uma receita", mas que, "naturalmente", Portugal terá de ter restabelecido o acesso aos mercados.

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"Não é tão objetivável quanto isso. Se calhar, infelizmente, mas é assim. Terá de ser feita uma ponderação das circunstâncias", afirmou a ministra das Finanças, reiterando que "um programa cautelar funcionaria como um mecanismo de seguro" e que "um seguro depende sempre de um prémio".

"Naturalmente, teremos de ter restabelecido o acesso ao mercado", afirmou Maria Luís Albuquerque, sublinhando que será preciso olhar não só para as taxas de juros absolutas, como também para a diferença entre as taxas alemãs e as portuguesas.

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