Política

Dez polícias feridos durante os confrontos junto do Parlamento

Dez polícias feridos durante os confrontos junto do Parlamento

Os confrontos ocorridos, esta segunda-feira à noite, nas proximidades do Parlamento causaram 11 feridos, dos quais 10 agentes da PSP e um manifestante, que se encontra detido.

O comissário Jairo Campos disse que cinco indivíduos tinham sido intercetados (transportados à esquadra para efeitos de identificação), mas consumada apenas uma detenção.

"A detenção aconteceu depois de uma carga de dispersão, [feita] porque estava a ser colocada em causa a integridade física dos agentes da PSP, devido ao arremessamento de diversos objetos, como pedras e caixotes do lixo", especificou.

O manifestante detido foi transportado ao hospital, por estar a sangrar da cabeça, e os ferimentos nos agentes foram causados quase que exclusivamente por apedrejamento, acrescentou.

O comissário informou ainda que vários capacetes de polícias estão amolgados, devido a pedras arremessadas, e que duas viaturas policiais também foram danificadas, com amolgadelas e vidros partidos inclusive, tal como vários automóveis de civis.

Os confrontos ocorreram no âmbito da iniciativa "Cerco a S.Bento!Este não é o nosso Orçamento", que pretende, segundo os organizadores - os movimentos 15 de outubro e Sem Emprego - contestar as contas do Estado para o próximo ano e pedir a demissão do Governo.

Elementos do Corpo de Intervenção concentrados na escadaria da Assembleia da República, em Lisboa, chegaram a avançar com cães contra vários manifestantes que arremessaram pedras, garrafas e outros objectos.

Na sequência da investida policial, várias dezenas de manifestantes fugiram a subir a Calçada da Estrela, uma das vias laterais ao parlamento.

Horas antes, quatro manifestantes despiram-se em frente da Assembleia da República. Outros atiraram ao chão algumas grades de proteção da escadaria do edifício e lançaram petardos, sob o olhar atento da polícia.

Outro momento de tensão registou-se quando dois homens vestidos à civil foram identificados por alguns manifestantes como polícias à paisana. Os homens foram perseguidos e obrigados a refugiar-se atrás das grades, ao mesmo tempo que lhes eram atiradas garrafas e outros objetos.

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