Política

Distrital de Coimbra do PS diz que posição de Costa é "favor ao Governo"

Distrital de Coimbra do PS diz que posição de Costa é "favor ao Governo"

O líder da distrital do PS Coimbra considerou, esta terça-feira, que a intenção de António Costa de avançar para a liderança do partido é "um favor ao Governo" e que apenas fragiliza o Partido Socialista.

"Esta posição de António Costa não é mais do que um favor a este Governo e a esta direita, pois só a eles interessa esta balbúrdia", disse à agência Lusa Pedro Coimbra, considerando que o anúncio do presidente da Câmara de Lisboa "só fragiliza o PS".

O presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS manifestou o seu apoio ao atual líder socialista, António José Seguro, e sublinhou que "este tipo de irresponsabilidades apenas vem trazer confusão e lançar a desconfiança, sobretudo para fora do partido".

O PS "teve em 2013 a maior vitória autárquica da sua história, o PS ganhou a presidência da Associação Nacional de Municípios em 2013 e o PS ganhou em 2014 as eleições europeias", destacou Pedro Coimbra, sublinhando que "não se pode dizer que é coisa pouca o Partido Socialista voltar a ser o maior partido português em três anos".

António Costa "teve todas as oportunidades no tempo certo", destacou Pedro Coimbra, não compreendendo "como é que depois de duas vitórias do PS se tomam posições destas".

O socialista recordou ainda que António Costa "esteve presente na discussão e nas linhas programáticas" do partido e que foi coautor com António José Seguro do "Documento de Coimbra, aprovado numa Comissão Nacional", sendo o autarca de Lisboa "um dos protagonistas deste ciclo" do PS.

António Costa anunciou esta terça-feira que está disponível para avançar para a liderança do PS e disse que na quarta-feira se reunirá com o secretário-geral do partido, António José Seguro.

"Estou disponível para tudo e falarei amanhã [quarta-feira] com o secretário-geral. Estou disponível, não quero que haja qualquer tabu, qualquer equívoco, eu estou disponível para assumir as minhas responsabilidades", disse António Costa.