Política

"É cedo para falar" em mais medidas de austeridade, diz Passos Coelho

"É cedo para falar" em mais medidas de austeridade, diz Passos Coelho

O primeiro-ministro afirmou, este sábado, que o Governo está a analisar em que medida a quebra de receitas fiscais pode pôr em causa o objetivo do défice, mas que é cedo para falar em novas medidas de austeridade.

Em conferência de imprensa, no final de um encontro com o presidente da Colômbia, em Bogotá, Pedro Passos Coelho defendeu que o facto de os dados da execução orçamental indicarem que as receitas fiscais estão abaixo do orçamentado "não significa, nesta altura, que se deva fazer uma projeção linear para o resto do ano, dizendo que, portanto, o défice está em causa e que sejam precisas novas medidas de austeridade".

O primeiro-ministro acrescentou que o Governo está "a analisar com muita atenção aquilo que se passa do lado da receita, de modo a avaliar em que medida é que pode estar em causa o objetivo do défice" de 4,5 por cento para este ano, reiterando que este vai ser cumprido.

"É cedo, portanto, para estar a falar em quaisquer medidas de austeridade", concluiu.

Por seu lado, o ministro dos Assuntos Parlamentares reconheceu que existe um problema "do lado da receita" na execução orçamental, mas defendeu que há condições para o Governo atingir "os objetivos" do défice, recusando comentar eventuais aumentos de impostos.

"O que é importante referir é que em matéria de corte da despesa fomos mais além do que estava previsto, o problema que se coloca é do lado da receita e não é uma questão só portuguesa, coloca-se em Portugal, como se coloca em todos os países da Europa, nós não estamos numa ilha", afirmou Miguel Relvas.

O governante, que falava aos jornalistas à entrada para uma convenção autárquica do PSD, em Sintra, sublinhou que o executivo fez "um esforço de cortar na despesa" e que "os números demonstram" que se foi "além do que estava previsto no Orçamento".

PUB

"Temos todas as condições para continuar a trabalhar e atingir os objetivos, estamos no primeiro semestre", referiu.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG