Política

"Eleições antecipadas", no discurso de Seguro

"Eleições antecipadas", no discurso de Seguro

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse que cabe ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao vice-primeiro-ministro tirarem as "ilações políticas" das eleições europeias, onde o PS saiu vencedor.

"Cabe em primeiro lugar ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao vice-primeiro-ministro tirarem as ilações políticas desta eleição", advertiu Seguro, dizendo que o PS "já as tirou o ano passado", quando houve uma crise política no executivo no verão.

"Se depender de nós, haverá naturalmente eleições antecipadas", disse o líder do PS no seu discurso após o triunfo dos socialistas nas eleições europeias.

O socialista lembrou que o chefe de Estado "tem o poder constitucional de poder dissolver o parlamento", e recordou o momento do ano passado em que os socialistas reclamaram as eleições antecipadas: "Quando em julho passado houve uma crise política, o senhor Presidente da República pediu a opinião do PS, e o PS foi muito claro, dizendo-lhe que era do interesse nacional que se tivessem realizado eleições. Como é sabido, não foi esse o entendimento do senhor Presidente da República", lembrou.

Questionado sobre uma eventual moção de censura no parlamento na sequência das europeias, como o PCP anunciou já que vai fazer, o secretário-geral do PS disse que o PS "não apresenta nem nunca ponderou apresentar" tal iniciativa.

"Apresentar uma moção de censura ao Governo na sequência destas eleições, atendendo à composição do parlamento, é fazer um frete ao Governo. Sabemos qual é o destino de uma moção de censura ao Governo com a composição atual do parlamento. E nós sabemos com clareza o que devemos fazer. Agora, há uma censura ao Governo. E essa censura foi feita hoje pelo povo português", reclamou Seguro.

O socialista quis também saber se Paulo Portas seria agora "consequente" nas suas ações, até porque, recordou, há cinco anos "anunciou uma moção de censura face aos resultados das eleições europeias" de então.

De acordo com o secretário-geral do PS, na sequência do resultado das eleições, Portugal "está num impasse político" e "é imperativo sair deste impasse", razão pela qual os responsáveis políticos "têm de tirar todas as ilações".

"O atual Governo chegou ao fim", acrescentou, já depois de ter feito um rasgado elogio ao cabeça de lista socialista às eleições europeias, Francisco Assis, considerando que "fez uma campanha excelente em defesa das propostas do PS, com grande urbanidade de educação".

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