António Costa

Estratégia de Seguro apoiada pela maioria da comissão política distrital do Porto

Estratégia de Seguro apoiada pela maioria da comissão política distrital do Porto

O presidente da federação do PS/Porto, José Luís Carneiro, disse que a estratégia traçada pelo secretário-geral do PS, António José Seguro, é apoiada pela "maioria" da comissão política distrital.

A comissão política distrital do PS/Porto reuniu, na segunda-feira à noite, em Penafiel, encontro no final do qual o líder da concelhia do PS/Porto, Manuel Pizarro, criticou, em declarações à agência lusa, os insultos de "alguns apoiantes" de Seguro àqueles que estão com António Costa, sem especificar nomes, motivo pelo qual o debate "ficou amputado".

Apesar do congresso ou das questões da liderança nacional do partido não estarem na agenda da convocatória - mas sim a análise dos resultados das eleições europeias como um dos pontos principais - as diferentes intervenções foram marcadas pelos apoios aos dois nomes em disputa, António José Seguro e António Costa.

José Luís Carneiro realçou que na comissão política distrital do PS/Porto "mais de 60% são apoiantes de António José Seguro" - grupo no qual se insere - tendo havido uma "nota de preocupação na maior parte das intervenções relativamente à crise interna no PS" que, se não "for conduzida com responsabilidade e ponderação, poderá ter consequências na afirmação do PS como alternativa nas próximas legislativas".

"Há aqueles que apoiam António Costa (...) mas o entendimento da maioria da comissão política é que o caminho de afirmação de alternativa e combate ao Governo e a estratégia traçada pelo secretário-geral, António José Seguro, merece o apoio da maioria", disse.

Apesar da avaliação positiva dos resultados das eleições europeias - na qual "todos reconhecem que o PS ganhou as eleições e infligiu uma grande derrota à direita" - o líder da distrital admite que não foi a vitória que todos gostariam de ter.

"Esse facto prendeu-se com alguns fenómenos como a abstenção, que prejudica muito os partidos do arco da governação, a emigração e o voto de protesto, que se canalizou para o MPT", sistematizou, acrescentando que, "no quadro europeu, a vitória do PS constituiu uma das seis vitórias em 28 países que conseguiram os socialistas".

De acordo com Carneiro, "o pedido de congresso surgiu apenas de vozes mais laterais e não por militantes com especiais responsabilidades".

"Foi importante que tivesse ocorrido um debate com elevação e sentido de moderação por parte dos principais responsáveis", tendo surgido apenas de alguns membros "as intervenções mais acaloradas", disse.

Na opinião de Manuel Pizarro, "há alguns apoiantes de António José Seguro que têm, do diálogo democrático, uma visão trauliteira", relatando insultos e apelidos de traidores àqueles que apoiam António Costa, como é o seu caso.

"O debate ficou amputado porque não é possível discutir ideias com quem prefere o insulto à troca de opiniões", lamentou, acrescentando que não foi tomada nenhuma decisão sobre um eventual congresso.

O líder da concelhia do PS/Porto e vereador na autarquia portuense defendeu ainda a necessidade de uma clarificação sobre a liderança do partido, considerando que aquilo que está em causa é a elevação do debate.

"Foi uma reunião que começou bem mas que alguns apoiantes do secretário-geral quiseram transformar em ataques pessoais e insultos", lamentou.

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