Política

Ex-líder do CDSP-PP diz que "o Estado não é uma pessoa de bem"

Ex-líder do CDSP-PP diz que "o Estado não é uma pessoa de bem"

O ex-líder do CDS-PP Ribeiro e Castro atacou, este sábado, os cortes nas pensões de sobrevivência, considerando que o Estado deixou de ser "uma pessoa de bem", tornando o fim das subvenções "indispensável" à sobrevivência da classe política.

"Quando se atingem as pensões de sobrevivência, sobretudo da forma como a notícia foi lançada e justificada, o fim das subvenções dos políticos aparece como a indispensável pensão de sobrevivência desse movimento político", disse à Lusa Ribeiro e Castro.

O deputado e antigo líder centrista, que não esteve na sexta-feira no Conselho Nacional do CDS-PP, diz que "o Estado, infelizmente, não é uma pessoa de bem".

"Quando, pela exaustão financeira, se chega a uma situação de evidência de que o Estado não é pessoa de bem, seria estranho que se poupasse aquela classe que fez o Estado assim: a classe política. De alguma forma, creio que é a isso que estamos a assistir", sustentou.

Ribeiro e Castro reclama a reforma do Estado, de cujo "guião" o presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, ficou responsável.

O ex-líder centrista diz acreditar que o que se vai "anunciando e prevendo em matérias de cortes e impostos" não será suficiente, defendendo "um movimento enérgico de emagrecimento em gabinetes governamentais, administrações do setor empresarial do Estado e entidades com capitais públicos, bem como nas suas assessorias e quadro remuneratório e de regalias".

"Mas do que precisamos mesmo é da tal reforma do Estado de que há tanto se fala", afirmou.

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O presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, transmitiu na sexta-feira ao Conselho Nacional que o partido "podia estar tranquilo sobre a solução" que será apresentada relativamente aos cortes nas pensões de sobrevivência, comunicou, no final da reunião, o porta-voz centrista.

Na argumentação, Paulo Portas reiterou "que quando se está a falar de uma poupança de 100 milhões de euros" para uma rubrica "que tem no Orçamento dois mil e 700 milhões, quer dizer que, para o ano, o Estado vai pagar 27 vezes mais nesta prestação social do que aquilo que poupa", disse João Almeida.

"O que foi dito pelo presidente do partido é que, naturalmente, esta proporção permite deixar de fora de qualquer esforço aqueles que mais necessidades têm e, portanto, a medida que vier a ser apresentada é uma medida que, além de ter um impacto muito reduzido, deixará de fora do esforço aqueles que mais necessidades têm", afirmou.

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