Política

Expectativa em alta com novos apoios

Expectativa em alta com novos apoios

Marés, apoios setoriais e até alargamento da base organizativa do "Que se lixe a troika". Esta parece ser a fórmula que pretende levar hoje às ruas um número maior de descontentes com a austeridade do que a manifestação de 15 de setembro. Só que, se tal como aquele mega protesto a deste sábado foi mais uma vez dinamizada na rede social Facebook, o número das confirmações é consideravelmente diferente.

Segundo João Camargo, um dos elementos do "Que se lixe a troika", "o descontentamento é grande e há um maior consenso contra a política que está a ser aplicada, que talvez não existisse a 15 de setembro".

"Sabemos que a população está deprimida e algumas pessoas já nem estão em Portugal. Mas, desta vez, estabeleceram-se contactos com vários setores - como sindicatos, reformados, militares, profissionais de saúde ou grupos da área da Educação -, o que enriquece este protesto", explicou, ao fecho desta edição, quando ultimava os preparativos.

Há seis meses, com as ruas cheias, o Governo recuou na TSU. Camargo considera que, desta vez, a equipa de Passos Coelho se preveniu: "O corte de quatro mil milhões seria apresentado em fevereiro. Mas isso não aconteceu. Não é estranho? Só podemos interpretar tal silêncio com um medo do Governo quanto aos efeitos que esse anúncio teria no engrossar da manifestação".