Política

Gabinete de Passos Coelho não revela tema da declaração ao país

Gabinete de Passos Coelho não revela tema da declaração ao país

O primeiro-ministro vai fazer uma declaração ao país, ao final da tarde desta sexta-feira. O gabinete de Passos Coelho confirmou, através de uma nota oficial, a comunicação, marcada para as 19.20 horas.

O primeiro-ministro vai fazer uma declaração ao país, esta sexta-feira, às 19.20 horas, anunciou o gabinete de Passos Coelho através de uma nota oficial.

A nota do gabinete do primeiro-ministro não adianta o tema da declaração. Mas, segundo o Jornal de Negócios, que já tinha noticiado ao início da tarde esta declaração ao país, o primeiro-ministro vai anunciar novas medidas de austeridade.

O Diário Económico, escrevia, esta sexta-feira, que o Governo está a preparar novos aumentos, nomeadamente ao nível do IVA, com a passagem de alguns produtos alimentares da taxa mais baixa (6%) para a intermédia e outros da intermédia para a máxima (23%).

Na quarta-feira, Pedro Passos Coelho defendeu, no que respeita aos impostos, que nenhuma decisão poderia ser excluída, e prometeu fazer uma declaração ao país no final da quinta avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal.

"Enquanto decorre esta avaliação, o Governo não pode pronunciar-se, como a 'troika' não se pode pronunciar. Haverá, portanto, um momento próprio, em que haverá, quer da minha parte, quer da parte do senhor ministro das Finanças, uma comunicação ao país sobre este exame regular, as perspetivas que ele encerra e que abre para o futuro", afirmou.

Quanto aos impostos, o primeiro-ministro começou por referir que considera "há muito tempo" que "a carga fiscal em Portugal é muito elevada", mas sustentou que a situação do país não permite "fazer qualquer alívio da carga fiscal" nesta altura e disse que todos no Governo, "pessoas que tenham uma origem independente, origem no CDS-PP ou no PSD", estão conscientes disso.

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"Todos desejaremos, não tenho dúvida nenhuma, ultrapassar as nossas dificuldades sem sobrecarregar mais os portugueses com impostos, mas nenhum de nós - rigorosamente nenhum de nós - está em condições de dizer que não vai tomar uma ou outra decisão se ela tiver de ser adotada", acrescentou.

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