Vitor Gaspar

Gaspar garante que ministra disse a verdade sobre contratos "swap"

Gaspar garante que ministra disse a verdade sobre contratos "swap"

O ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar disse, esta terça-feira, no Parlamento, que a atual ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, falou a verdade quando disse que na pasta de transição entregue pelo governo anterior não existia informação específica sobre os contratos "swap".

"Nada lhe foi transmitido. Essa informação corresponde à verdade", disse Vítor Gaspar, na comissão parlamentar de Inquérito à Celebração de Contratos de Gestão de Risco Financeiro ("swap") por Empresas do Setor Público, onde está a ser ouvido.

Na sua audição de 25 de junho na comissão de inquérito, Maria Luís Albuquerque tinha afirmado que na "transição de pastas, nada foi referido a respeito desta matéria".

Questionado pelo deputado socialista João Galamba sobre se Maria Luís Albuquerque tinha conhecimento da situação dos "swap", o ex-ministro frisou que "seria ridículo afirmar que alguém, como dirigente de uma empresa pública que contratou produtos derivados, desconhecia a questão na sua generalidade".

"Não só [Maria Luís Albuquerque] não desconhecia, como conhecia e bem. E pode ser considerada perita nesta questão. Colocar a questão sobre se tinha conhecimento geral é simplesmente ridículo, não faz qualquer sentido", disse Vítor Gaspar.

O ex-ministro lembrou ainda que o relatório sobre o Setor Empresarial do Estado (SEE), de julho de 2011, "continha uma listagem sobre este tipo de operações".

"Essa informação é útil, importante e constituiu um passo neste processo. Não é, no entanto, a informação concreta e quantificada de riscos económicos e financeiros e de aspetos jurídicos que permitem equacionar as opções políticas", explicou.

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O ex-governante disse ainda que "se essa informação específica existisse de forma sistemática no momento de tomada de posse" do atual Governo, "teria sido possível atuar mais rapidamente".

Vítor Gaspar afirmou ainda que "informação" é "uma das palavras mais perigosas que se pode usar".

"Informação sobre? Qual informação? Qual conteúdo concreto?", frisou.

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