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Governo diz que PS recusou convite para discutir infraestruturas prioritárias

Governo diz que PS recusou convite para discutir infraestruturas prioritárias

O ministro da Economia, Pires de Lima, disse que o PS não aceitou o convite do Governo para discutir as infraestruturas prioritárias que devem receber investimento público nos próximos ano, considerando "insólita" a recusa dos socialistas.

"Recebemos uma carta ontem [sexta-feira], ao fim do dia, dando nota, por parte do PS, que recusava o convite para se sentar à mesa e participar na discussão do relatório independente. É pena e é um facto insólito, as cadeiras do Ministério da Economia não queimam", disse à Lusa Pires de Lima.

Questionado sobre as justificações que os socialistas deram para não participarem nas reuniões, o governante não adiantou, afirmando apenas que "todos os pretextos e escusas servem para justificar o 'não'".

"A sensação com que eu fico é que o Partido Socialista teria preferido ser confrontado com o documento final onde todas as decisões estivessem tomadas, em vez de ser convidado para um processo aberto com base num relatório feito por um grupo de trabalho independente e onde o PS é convidado a apresentar as suas próprias ideias de forma construtiva", considerou.

Em causa estão as denominadas infraestruturas de elevado valor acrescentado e as sugestões do grupo de trabalho, apresentadas no final de janeiro que definiu 30 projetos de obras públicas até 2020, num investimento com recurso aos fundos comunitários.

Pires de Lima disse ainda que, mesmo sem o PS, na próxima semana o ministério tem já reuniões agendadas com os restantes grupos parlamentares para definir as infraestruturas prioritários para o período 2014-2020, trabalho que será depois apresentado à Comissão Europeia com vista esses investimento poderem beneficiar fundos comunitários.

"É um tema relevante e que deve merecer discussão aberta. Independente desta atitude do PS, o Ministério da Economia fará seu trabalho de definir as prioridades e o modelo de financiamento das infraestruturas ouvindo e discutindo todos contributos que nos cheguem dos partidos da oposição, das CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] e de todos os parceiros que se queiram envolver", afirmou o ministro.

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30 projetos prioritários

O grupo de trabalho criado pelo Governo para projetar os novos investimentos em infraestruturas e identificar os constrangimentos existentes apresentou em janeiro o relatório em que defendeu que a construção e a expansão de portos e de ferrovias devem ser as prioridades para o investimento em obras públicas até 2020.

No documento, o grupo de trabalho definiu 30 projetos prioritários para os próximos seis anos, num investimento global de 5.103,8 milhões de euros, entre os quais se destacam a expansão do porto de Sines, a construção de um terminal de águas profundas em Lisboa e a modernização da linha do norte, refere a imprensa de hoje.

A conclusão do túnel do Marão e a abertura de um novo terminal de carga no aeroporto de Lisboa são outros dos projetos escolhidos entre uma lista prévia de 238 potenciais investimentos indicados pelo Governo.

Do conjunto de projetos apresentado, 18 estão ligados ao setor marítimo, oito ao ferroviário, dois ao rodoviário e outros dois ao aeroportuário.

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