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Governo "não elimina" qualquer medida do relatório do FMI

Governo "não elimina" qualquer medida do relatório do FMI

O secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro disse, esta quarta-feira, que o Governo "não elimina" qualquer medida que consta no relatório do Fundo Monetário Internacional sobre o Estado social. Carlos Moedas elogiou o documento, considerando que é muito bem feito, e disse que envolveu consultas ao Governo.

"Estas discussões são sérias de mais para recebermos um relatório num dia e estarmos já a eliminar esta ou aquela medida (...) Para mim, seria irresponsável dizer que esta ou aquela medida pode ou não pode ser", disse Carlos Moedas, em conferência de imprensa, convocada pelo Governo para esclarecer o relatório do FMI divulgado, esta quarta-feira.

Questionado diretamente sobre os cortes em todas as reformas dos pensionistas, uma medida que integra o relatório do FMI encomendado pelo Governo, Carlos Moedas escusou-se também a fazer qualquer comentário.

"Eu diria que, neste momento, o Governo não está em condições de dizer se é esta medida ou outra medida, porque estamos a estudar as medidas, estamos a estudar o menu de medidas que nos foi apresentado", reiterou o governante, esclarecendo que o Executivo recebeu "hoje ao meio-dia" o documento do Fundo.

O secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro referiu que o relatório do FMI "é um contributo entre outros contributos" que o Governo está a solicitar à sociedade civil, mas também a outras instituições sociais, incluindo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

"O que é que nos queremos para Portugal? Que Estado é que nós queremos? Acho que todos os portugueses querem participar porque todos estão conscientes de que aquilo que temos hoje não é sustentável. Que impostos é que queremos pagar? O estado é eficiente?", lançou Carlos Moedas.

O secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro elogiouo relatório do Fundo Monetário Internacional, considerando que é muito bem feito, e disse que este envolveu consultas ao Governo.

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"A importância deste relatório é que realmente que é um relatório quantificado, é um relatório muito bem feito, muito bem trabalhado, e que eu espero que seja lido por todos, pelos partidos políticos, pela sociedade civil em geral, porque ele é importante", afirmou Carlos Moedas, em conferência de imprensa, na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.

Sem nunca comentar em concreto nenhuma das medidas desse relatório, o secretário do Estado acrescentou: "Obviamente, poderá ter erros factuais ou não, esperemos que não, mas ele é um trabalho muito completo, um trabalho que demorou muito tempo, que foi feito através de consultas ao Governo português, que é um olhar exterior, mas um olhar informado".

Carlos Moedas não se comprometeu com prazos para que os portugueses conheçam as medidas através das quais o Governo pretende cortar 4.000 milhões de euros em despesas sociais

Quando interrogado pelos jornalistas sobre esta matéria, o secretário de Estado disse apenas que está a decorrer "uma primeira fase" até fevereiro, aquando da sétima revisão da 'troika', mas que se trata de "um debate muito mais amplo".

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