Política

Governo português condena homicídio de três jovens israelitas e pede contenção

Governo português condena homicídio de três jovens israelitas e pede contenção

O governo português condenou, segunda-feira, o homicídio de três jovens israelitas, sequestrados a 12 de junho, e apelou à contenção para evitar uma escalada de violência, de acordo com um comunicado enviado à Lusa.

"O governo português condena este crime bárbaro, expressa as suas mais sentidas condolências às famílias das vítimas e às autoridades israelitas, e manifesta a sua solidariedade para com o povo de Israel", indica o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O executivo do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho sublinha que "os responsáveis por este ato cruel deverão ser levados perante a Justiça".

"Neste momento, o Governo Português apela igualmente à contenção, devendo evitar-se uma escalada de violência e o agravar da situação das populações civis israelita e palestiniana, já duramente afetadas pelo arrastamento do conflito", acrescenta.

Os corpos dos três estudantes israelitas foram encontrados durante buscas efetuadas numa zona situada a noroeste da cidade palestiniana de Hébron, a norte do colonato de Telem, no sul da Cisjordânia, de acordo com um comunicado do exército israelita.

O vice-ministro da Defesa israelita, Danny Danon, advertiu que "os israelitas têm a vontade e a determinação necessárias para ultrapassarem os sacrifícios de uma longa operação para erradicar o (movimento radical palestiniano) Hamas".

Na passada semana, Israel divulgou as identidades dos dois principais suspeitos do rapto, que pertencem - na opinião das autoridades israelitas - ao Hamas.

Um porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza, território governado pelo movimento radical palestiniano, rejeitou as acusações israelitas.

Numa reação às declarações israelitas, o Hamas avisou Israel que "qualquer escalada (da violência) ou guerra abrirá as portas do inferno".