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Houve "vários recuos em várias áreas", segundo Marcelo Rebelo de Sousa

Houve "vários recuos em várias áreas", segundo Marcelo Rebelo de Sousa

O ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa considerou, esta quinta-feira, que os primeiros dados sobre o Orçamento do Estado para 2013 revelaram "vários recuos em várias áreas" em relação aos aumentos de impostos que o Governo havia anunciado.

"Aparentemente o Governo recuou no IMI, recuou um bocadinho dos escalões do IRS e aparece com medidas económicas e para o emprego. Veremos ou não se é isso que acontece", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, que elogiou alguns dos pontos do documento que irá ser discutido.

"Na última versão do pacote há mais cortes na despesa pública, nomeadamente na função pública, e há desagravamento dos impostos" que foram anunciados, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, à chegada para o comício de encerramento do PSD/Açores nas eleições regionais dos Açores.

"Nesta última mexida, aquela que está a ser estudada, a ideia era alterar os escalões para que a subida de impostos anunciada pelo ministro das Finanças seja menor", explicou Marcelo Rebelo de Sousa, que criticou as medidas anunciadas anteriormente.

A subida da "TSU [Taxa Social Única] era de longe a medida mais gravosa" e o aumento IMI, "tal como estava" previsto, seria "socialmente explosivo", afirmou o comentador político, que rejeitou qualquer crise política na coligação enquanto existir dinheiro a receber da "Troika'.

"Eu por mim é que enquanto houvesse tranches para receber ao abrigo do acordo com a "Troika" não deveria haver nem uma crise eleitoral nem uma crise política, deveria haver era uma remodelação do Governo", afirmou.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, Passos Coelho "deveria mexer na orgânica quer do Ministério da Economia, quer no Ministério do Ambiente, dividindo cada um em dois ministérios", apostando também numa "coordenação política mais forte".

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"Essas são a meu ver as modificações mais urgentes", acrescentou o comentador, rejeitando em absoluto o afastamento do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, colocando-o ao nível de importância do primeiro-ministro ou do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros: "qualquer dos três não pode sair sem com isso provocar a queda do Governo".

A versão do Orçamento do Estado que hoje foi divulgada resulta da reunião do Conselho de Ministros de quarta-feira e trata-se de um documento que ainda pode ser alterado.

A proposta de Orçamento deverá ser entregue no Parlamento na segunda-feira, dia 15 de outubro.

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