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Intelectuais brasileiros querem manter Carlos Fino em Brasília

Intelectuais brasileiros querem manter Carlos Fino em Brasília

Jornalistas, académicos e intelectuais do Brasil e de Portugal uniram-se para solicitar ao ministro de Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, a permanência do jornalista Carlos Fino como conselheiro de Imprensa da embaixada portuguesa em Brasília.

Em carta dirigida a Paulo Portas, assinada por cerca de 60 personalidades, profissionais da média de referência do Brasil assinalam o trabalho desempenhado por Fino à frente da representação portuguesa e ressaltam a enorme perda que o seu afastamento representará para as relações bilaterais.

"Em 14 anos de contacto com vários conselheiros de Imprensa de várias embaixadas em Brasília, asseguro que Carlos Fino é dos melhores profissionais que já passaram por esta capital, em termos de eficiência, disposição e extremo profissionalismo no atendimento aos jornalista em busca de informação", declara no documento Vera Souto, editora da TV Globo.

"Carlos Fino colocou sua extraordinária carreira profissional ao serviço da aproximação das comunidades portuguesa e brasileira. Seria lastimável que este aristocrata do jornalismo português fosse afastado de um lugar onde tem feito um trabalho notável, a servir Portugal", ressalta Moisés de Lemos Martins, presidente da Federação Internacional de Comunicação Lusófona.

O objectivo da carta é tentar reverter a decisão do governo português de retirar o jornalista do cargo de conselheiro de imprensa da embaixada.

Fino foi informado oficialmente sobre sua saída no final de Novembro passado e deverá cumprir suas funções até o final deste mês.

Participam da manifestação professores de universidades de prestígio como a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade do Minho e Universidade Católica Portuguesa.

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À Lusa, Carlos Fino afirmou-se "surpreso" e "lisonjeado" pela manifestação, que representa um reconhecimento ao trabalho desempenhado nos últimos sete anos.

"Fiquei realmente surpreendido e lisonjeado, mas também compreendo as razões inculcadas pelo ministro. Por outro lado, não posso deixar de lamentar o fato de não poder participar do ano de Portugal no Brasil. Era a oportunidade de fazer uso da mais valia criada nestes últimos sete anos", declarou Fino.

Os responsáveis pela manifestação também destacam o momento inoportuno para sua saída, a recordar que sua permanência "pelo menos até ao término do ano de Portugal no Brasil", se traduziria em "ganho efectivo", para ambos os países, em termos de "visibilidade, acção e promoção" das relações bilaterais.

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