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Antigos políticos voltarão a receber subvenções vitalícias

Antigos políticos voltarão a receber subvenções vitalícias

O PSD e o PS aprovaram, esta quinta-feira, o fim da suspensão das subvenções vitalícias a ex-políticos, que vão voltar a ser pagas mas serão sujeitas a uma contribuição extraordinária de 15% sobre o montante que exceda os 2.000 euros.

A proposta de alteração, votada na especialidade na Assembleia da República, teve os votos favoráveis do PSD e do PS e os votos contra do PCP e do BE. O CDS, por seu lado, absteve-se.

A alteração ao Orçamento do Estado para 2015 (OE2015), que foi apresentada na sexta-feira pelos deputados Couto dos Santos (PSD) e José Lello (PS), acaba com a suspensão introduzida em 2014 nas subvenções mensais vitalícias atribuídas a ex-titulares de cargos políticos com rendimentos mensais médios superiores a 2.000 euros.

Além disso, a proposta de alteração entretanto aprovada prevê que em 2015 essas subvenções e respetivas subvenções de sobrevivência passem a estar sujeitas "a uma contribuição extraordinária de 15% sobre o montante que exceda os 2.000 euros".

Durante o debate na especialidade, a bancada socialista informou que vai viabilizar a proposta de alteração em causa: "Não vamos colocar obstáculos à aprovação dessa proposta de alteração" ao Orçamento do Estado para 2015 subscrita pelos deputados Couto dos Santos (PSD) e José Lello (PS), ambos membros do Conselho de Administração da Assembleia da República, disse à Lusa o vice-presidente da bancada socialista Vieira da Silva.

Já depois deste anúncio, o presidente do Grupo Parlamentar do PSD deu instruções aos deputados sociais-democratas para adiarem a votação desta proposta de alteração à proposta de OE2015, segundo disse à agência Lusa fonte da direção da bancada social-democrata.

A proposta de alteração do PCP, que pretendia revogar a atribuição destas verbas, mantendo-a apenas em casos de subsistência, foi rejeitada.

Em 2014, e numa formulação que se mantinha na proposta do Orçamento do Estado para 2015, já aprovada na generalidade, as subvenções mensais vitalícias para antigos titulares de cargos políticos estavam suspensas quando estes tinham um rendimento mensal médio, excluindo a subvenção, superior a dois mil euros.

Previa-se ainda que o valor das subvenções mensais vitalícias atribuídas a ex-titulares de cargos políticos e das respetivas subvenções de sobrevivência ficasse dependente de condição de recursos, havendo uma exceção desta norma orçamental para os antigos Presidentes da República, exceção que desaparece na proposta agora entregue.

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