Política

Arménio Carlos quer "alicates de corte" contra Governo que "está preso por arames"

Arménio Carlos quer "alicates de corte" contra Governo que "está preso por arames"

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou esta sexta-feira que o Governo está "preso por arames" e que os portugueses se devem munir de alicates de corte, anunciando uma manifestação para o dia 31 de outubro.

"O Governo está preso por arames e temos que apelar aos portugueses que comecem a ficar munidos com alicates corta-arame, pois quanto mais depressa cortarmos o arame, mais depressa o Governo sai pelos fundos. Se não sair até 31 de outubro, dia da primeira votação do orçamento na generalidade, a CGTP vai realizar uma grande jornada de luta em Lisboa nesse dia", disse Arménio Carlos.

O secretário-geral da CGTP participou esta sexta-feira na marcha contra o desemprego, que percorreu as ruas do concelho da Moita até ao Barreiro, juntando várias centenas de pessoas.

"As propostas do Governo no aumento brutal dos impostos para trabalhadores e reformados é um massacre completo. É insustentável e estamos a lidar com um Governo que perdeu o controlo da situação e não cumpre o prometido", disse, lembrando as promessas de Paulo Portas, líder do CDS e ministro dos Negócios Estrangeiros, que não iria permitir um aumento de impostos.

Arménio Carlos referiu que se o Governo tiver "um mínimo de seriedade" vai "pedir desculpa aos portugueses e demitir-se", deixando também críticas ao discurso de Durão Barroso.

"Não basta dizer, como o presidente da Comissão Europeia, que a culpa não é da União Europeia, que é do Governo e o Governo diz que a culpa é da 'troika' [Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia]. Nós dizemos que a culpa é do Governo e da 'troika', pois estão a pôr o país numa situação insustentável e a pôr em causa o futuro de Portugal", referiu.

O secretário-geral da CGTP referiu ainda que as "diferenças de opinião não se podem sobrepor ao essencial", numa mensagem dirigida à UGT, apelando à sua participação na greve geral.

"Independentemente das diferenças de opinião em vários temas, essas não se podem sobrepor ao essencial. O que os portugueses precisam é que convirjam todos para a greve geral. Não queremos levar a bandeira, não queremos dizer que a greve geral é da CGTP, pois é de todos os que queriam participar e assumir como sua", concluiu.

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