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Cavaco aponta coesão social como ativo precioso em momento difícil

Cavaco aponta coesão social como ativo precioso em momento difícil

O presidente da República apontou, esta quinta-feira, a coesão social como um ativo precioso para vencer as adversidades no "momento difícil que Portugal atravessa".

"Coesão territorial, coesão social e coesão geracional. Estes são três desafios que se colocam ao presente", refere o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, numa mensagem enviada para a abertura da conferência "Portugal: A Soma das Partes", que assinala os 25 anos da TSF e decorre em Lisboa.

Defendendo que "a coesão nacional é uma causa comum, que a todos deve unir", Cavaco Silva notou que a coesão nacional é, também, coesão social.

"No momento difícil que Portugal atravessa, o valor da coesão social é um ativo precioso para vencermos as adversidades do presente", disse.

Por outro lado, acrescentou o chefe de Estado, a coesão é também intergeracional, tanto mais no momento em que Portugal enfrenta um "sério problema demográfico", decorrente da quebra da taxa de natalidade.

"Se a isto juntarmos o crescimento de fatores como o desemprego ou as situações de pobreza, concluiremos facilmente que é da maior urgência valorizarmos a coesão entre as gerações", frisou.

À coesão social e geracional, o presidente da República juntou ainda a coesão territorial, reconhecendo que fenómenos como o despovoamento e a desertificação do interior atingem atualmente "uma dimensão preocupante".

Por isso, defendeu, é fundamental contribuir ativamente para o desenvolvimento do interior do país, através de "uma estratégia de coesão territorial apostada na redescoberta das potencialidades do mundo rural, numa renovação do tecido empresarial e na exploração sustentada de novas formas de turismo".

"A coesão nacional é uma causa comum, que a todos deve unir", concluiu o chefe de Estado.