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Cavaco Silva cancela visita a escola devido a protesto de alunos

Cavaco Silva cancela visita a escola devido a protesto de alunos

O presidente da República cancelou a visita à Escola Secundária Artística António Arroio, em Lisboa, por alegada falta de segurança no local, marcado por um protesto dos estudantes. Fonte da presidência diz que cancelamento se deveu a "um impedimento"

O cancelamento da visita do Presidente da República, Cavaco Silva, à escola António Arroio, em Lisboa, "deve-se a um impedimento que impossibilitou a sua realização", disse à agência Lusa fonte de Belém, sem adiantar pormenores.

A mesma fonte acrescentou ainda que foi acertado que a visita, com início previsto para as 10.30 horas, iria realizar-se apenas com a presença do secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida.

Os alunos queixam-se de "falta de condições" Escola Secundária Artística António Arroio, que tem cerca de 1200 alunos. Os estudantes exibiram cartazes com dizeres como "Falta de impressoras" ou "Sem Refeições".

Esta não é a primeira vez que os alunos aproveitam a visita de uma figura pública para se manifestarem. Em 2009, José Sócrates, então primeiro-ministro, recebeu uma grande vaia quando foi apresentar as obras de requalificação da escola.

As obras, que decorrem actualmente na escola, são uma das razões do protesto dos alunos, que se queixam, ainda, da falta de um refeitório. Uma queixa também referida pela Associação de Pais, que entregou um documento aos jornalistas.

Interpelado pela comunicação social enqunato visitava a escola, o secretário de Estado desvalorizou a ausência de Cavaco Silva, considerando que por certo o Presidente da República "terá uma razão de fundo" para não se ter deslocado à escola.

"Só pode ter sido um imponderável, não vamos entrar em qualquer tipo de especulação", disse João Casanova.

Questionado se esse "imponderável" poderá estar relacionado com a concentração de alunos que aguardava a chegada de Cavaco Silva, João Casanova pediu para "não se especular sobre nada", referindo não ter tido "oportunidade de observar qualquer a manifestação".

O secretário de Estado admitiu, contudo, que "é normal que a juventude se insurja sobre determinadas medidas", prometendo "a seu tempo" ver o que se passa.

Entretanto, à medida que João Casanova visitava a escola, sempre acompanhado pelo diretor da escola e pela assessora para a área da Educação do Presidente da República, Susana Toscano, alguns dos alunos que estavam pelo menos desde as 10:00 concentrados junto ao portão começaram a entrar para os corredores.

"Governo fascista é a morte do artista" era uma das frases gritadas pelos alunos, que no final confessaram a desilusão pelo cancelamento da visita do Presidente da República.

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