Política

Cavaco Silva evitou perguntas sobre a sua reforma

Cavaco Silva evitou perguntas sobre a sua reforma

O presidente da República elogiou esta manhã, na Maia, o "sinal de confiança" aos investidores que o país deu através do acordo de concertação social, mas esquivou-se a responder às perguntas sobre a sua reforma.

À saída do novo centro logístico do Grupo Garland, que foi inaugurar na Zona Industrial da Maia, Cavaco Silva contornou o grupo de jornalistas que o esperava para fazer perguntas sobre as suas declarações de ontem sobre a sua reforma e que provocaram polémica. Enquanto se dirigia apressadamente para o automóvel, deixou apenas escapar que já tinha falado no interior do pavilhão e que tinha dito "coisas importantes".

Na cerimónia de corta-fita do mais recente investimento do operador internacional de transportes e carga, instalado em Portugal há 235 anos, o presidente falou principalmente do acordo de concertação social. "Em Portugal, neste momento, está-se a fazer um grande esforço para reforçar a confiança das empresas e investidores, quer estrangeiros quer nacionais", declarou, referindo-se ao acordo assinado esta semana.

Descreveu o acordo, cuja conclusão ficou marcada pelo abandono das negociações por parte da CGTP, como "um sinal forte de todo o país" para os investidores e entidades internacionais. "É um sinal de confiança para todos os portugueses, em particular para aqueles que desejam arriscar na criação de empresas e negócios do nosso país", afirmou.

Disse ainda que todos ficarão em melhor situação "do que aquela que estariam se não tivessem assinado o acordo". "Portugal não pode deixar de cumprir todos os compromissos que assumiu com as entidades internacionais", sublinhou Cavaco Silva, que prosseguiu a visita em direcção ao Vale do Ave, para Santo Tirso e Guimarães, cidade onde marcará presença na abertura da Capital Europeia da Cultura.