Alberto João Jardim

Duas manifestações à porta do parlamento da Madeira

Duas manifestações à porta do parlamento da Madeira

Dois grupos de manifestantes, num total de cerca de 60 pessoas, concentraram-se, esta terça-feira de manhã, junto à Assembleia Legislativa da Madeira, onde se discute uma moção de confiança ao Governo Regional, liderado pelo social-democrata Alberto João Jardim.

De um lado, estavam sindicalistas, alguns elementos do movimento "Que se lixe a Troika!" e também políticos que gritavam palavras de ordem como "Está na hora do Governo se ir embora" e que começaram a entoar a canção "Grândola, Vila Morena", mas foram interrompidos por um grupo de jovens conotados com a JSD.

Estes estavam do outro lado a gritar "Alberto amigo, a juventude está contigo" e "Alberto a Presidente".

Entretanto, chegou um grupo do PND (Partido Nova Democracia), que tem um deputado na Assembleia Legislativa da Madeira, com um cartaz a dizer "Troika fora! Jardim e companhia para dentro" e onde se via um desenho de Alberto João Jardim atrás de grades.

À agência Lusa, o coordenador da União dos Sindicatos da Madeira, que agendou jornada de protesto à porta da Assembleia Legislativa da Madeira, salientou que a iniciativa contra a moção de confiança "é justa".

"Da parte dos trabalhadores, isto é uma moção de desconfiança", declarou Álvaro Silva, desafiando Alberto João Jardim a apresentar a demissão: "É tempo de se ir embora, já prejudicou a Madeira mais do que o suficiente".

Já Marco Freitas, membro da JSD, garantiu que a presença dos jovens é uma "manifestação espontânea, ao contrário da [rival], que é organizada pelos sindicatos e por um grupo de extrema-direita, que é o PND".

O conjunto de pessoas que se concentrou à frente do parlamento madeirense "é um grupo de jovens que luta pela sua Madeira, pelo seu posto de trabalho, que acredita que, com Alberto João e com esta moção de confiança, se irá reforçar toda uma política de juventude", declarou Marco Freitas, junto a um cartaz que diz "Presidente só há um, Alberto João e mais nenhum".

Às 09.30 horas, a porta do parlamento regional junto à qual decorrem as manifestações - e por onde entraram alguns dos elementos do Governo Regional - foi encerrada. No local foi colocada uma folha na qual se lê "Que não se lixe a Madeira".

Pela porta contrária entrou o presidente do Governo Regional, que tinha à sua espera o grupo ligado à JSD expressando palavras de apoio ao chefe do executivo regional.

O grupo de sindicalistas e dirigentes partidários, incluindo do PND, continuava, cerca das 10.00 horas, a cantar "Grândola Vila Morena", ouvindo-se as palavras de ordem "o povo unido jamais será vencido", "fascismo nunca mais", "Jardim para a rua", "está na hora, está na hora de o Governo ir embora".

O grupo da JSD retirou-se pelas 10.00 horas do espaço defronte ao Parlamento, onde muitos curiosos acompanham o protesto da União dos Sindicatos da Madeira, sob o olhar atento da PSP.