Política

Firmino Pereira defende votação do seu nome pela concelhia

Firmino Pereira defende votação do seu nome pela concelhia

O vice-presidente da câmara de Gaia e putativo candidato às autárquicas pelo PSD, Firmino Pereira, defendeu, esta terça-feira, que o seu nome devia ser votado pela concelhia que submeteu à eleição apenas o vereador de Matosinhos Guilherme Aguiar.

"Devia haver votação do meu nome", defendeu Firmino Pereira em declarações à Lusa, lembrando que a sua candidatura não chegou a ser votada no processo de escolha do candidato às autárquicas pela concelhia PSD de Gaia.

O autarca reagia assim à decisão do líder da concelhia, Luís Filipe Menezes, de remeter para o presidente do partido e "respetivos órgãos nacionais" a escolha do candidato.

Após a polémica na votação de Guilherme Aguiar (que numa segunda volta obteve sete votos a favor e sete contra a candidatura, acabando por ser desempatada com o voto de qualidade de Menezes), o líder da concelhia optou, esta terça-feira, por entregar ao presidente do PSD a decisão, que "deve passar pela escolha de uma personalidade terceira, com notoriedade e prestígio, para assumir essa exigente tarefa".

"A Comissão Política Concelhia do PSD de Gaia não se pronunciou sobre a minha candidatura. Só foi votado o nome de José Guilherme Aguiar. Não sei se o meu nome seria vencedor ou não", salientou Firmino Pereira.

O social-democrata afirmou que irá agora "aguardar que os órgãos da distrital e nacional se pronunciem" sobre a situação e recordou que "não houve votação" sobre a sua candidatura às autárquicas.

Enquanto presidente da concelhia do PSD/Gaia, Menezes sujeitou a voto secreto o nome de José Guilherme Aguiar que, na primeira contagem, não teve um resultado "muito claro" o que obrigou a uma "segunda votação", explicou fonte próxima do processo.

A segunda volta terminou num empate entre os votos contra e a favor de José Guilherme Aguiar, tendo Luís Filipe Menezes alegado direito a voto de qualidade para desempatar a votação secreta.

"Face a esse resultado, o presidente da Comissão Política [Menezes] ainda ponderou a possibilidade de fazer valer um voto de qualidade, o que de acordo com as normas legais é possível após duas votações inconclusivas, como aconteceu, mas tal não seria sensato nem serviria o intuito de unidade que a todos obriga", explicou o dirigente em comunicado divulgado esta terça-feira.