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Governo continua a esconder contrato de concessão da ANA, diz Seguro

Governo continua a esconder contrato de concessão da ANA, diz Seguro

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse, este sábaso, em Tavira, que o Governo está esconder o contrato de concessão da ANA - Aeroportos de Portugal e exigiu conhecer a cláusula relativa às taxas aeroportuárias.

Num discurso perante militantes e simpatizantes socialistas, num almoço realizado no concelho algarvio, António José Seguro relacionou esta cláusula do contrato de concessão da ANA com o Turismo e com uma eventual perda de atratividade do país caso as taxas aeroportuárias não tenham um limite de aumentos.

"Não compreendo como é que o Governo continua a esconder o contrato de concessão da ANA. A ANA aeroportos tem o monopólio dos aeroportos em Portugal e queremos conhecer o que está na cláusula relativa às taxas aeroportuárias, por um a razão muito simples, é que se não houve uma cláusula que limita o aumento dessas taxas, significa que o detentor desse monopólio pode aumentar as taxas como e quando entender e da forma como quiser", afirmou.

António José Seguro sublinhou que "os destinos turísticos estão muito ligados à qualidade e ao preço e, se aumentarem os custos das aerotransportadoras e dos aviões, isso significa que procurarão outros destinos mais apelativos".

Baixar o IVA da restauração

Antes do almoço, o dirigente partidário reuniu-se com empresários do Turismo do Algarve e, após o encontro, manifestou "o compromisso" de descer o IVA na restauração de 23 para 13% "se merecer a confiança dos portugueses" e o PS for Governo.

"O IVA na restauração é das medidas mais estúpidas que este governo tomou, porque em vez de trazer mais dinheiro para o Estado, faz com que fique com menos dinheiro", disse, frisando que o Estado acaba por perder com os restaurantes que fecham e não pagam e com os subsídios de desemprego que têm depois de pagar.

Outro dos assuntos debatidos na reunião entre os empresários do turismo algarvio e António José Seguro foi a possibilidade de realizar uma obra no porto de Portimão que permita receber navios de cruzeiro e mais 250 mil turistas por ano, que o líder do PS considerou ser importante e ter um custo (cerca de 25 milhões de euros) justificado pelo retorno.

"Os turistas chegam num dia, almoçam, fazem umas compras e vão embora. Mas se cada um gastar 50 euros, imaginem o que isso representa multiplicado por 250 mil e o investimento ficava pago em pouco tempo", afirmou.

O secretário-geral do PS disse serem "medidas concretas" como esta que o país precisa para ter esperança e dar a volta à crise.