presidenciais 2015

Guterres é o melhor candidato à Esquerda

Guterres é o melhor candidato à Esquerda

António Guterres parece ser imbatível como candidato presidencial, de acordo com uma sondagem JN. Vence todos os duelos com candidatos à Direita e é, à Esquerda, quem soma as percentagens mais altas.

O alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados ainda não disse se quer ser o candidato do PS às presidenciais de 2016. Mas é seguramente o mais desejado pela liderança socialista. Foi, aliás, um dos poucos temas que geraram unanimidade na recente disputa pela liderança socialista. Tanto Seguro, como Costa, foram claros a estender-lhe o tapete rumo ao Palácio de Belém.

Quando se analisam os resultados do estudo da Eurosondagem, percebe-se porquê. A sondagem, que analisa as possibilidades de oito potenciais candidatos (António Guterres, António Vitorino, Sampaio da Nóvoa e Carvalho da Silva, à Esquerda; e Marcelo Rebelo de Sousa, Rui Rio, Durão Barroso e Santana Lopes, à Direita), é clara quanto à primazia de Guterres: venceria todos os duelos, incluindo com Marcelo Rebelo de Sousa (o melhor candidato à Direita, como revelou o JN na edição de ontem) e Rui Rio, os ossos mais duros de roer, e somaria percentagens volumosas contra candidatos como os ex-primeiros-ministros do PSD Santana Lopes e Durão Barroso.

Mas se Guterres é claramente desejado pelo seu partido e pelos eleitores, não é claro que deseje concorrer à Presidência da República. No horizonte do ex-primeiro-ministro que um dia se cansou do pântano político instalado no país estará, antes, a possibilidade de candidatar-se ao lugar de secretário-geral da ONU. Lisboa seria apenas uma compensação, no caso de falhar a opção Nova Iorque.

No caso de essa disputa global falhar, sobra por ora a compensação da sua popularidade a nível nacional, e também na malha local. Quando se analisam os resultados dos seus duelos ao nível das regiões e áreas metropolitanas, Guterres ganha sempre a toda a gente, conseguindo as percentagens mais elevadas em Lisboa. Com duas notáveis exceções: nas regiões Norte e Centro perde para Marcelo.

FICHA TÉCNICA

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Jornal de Notícias, de 17 a 21 de novembro

de 2014. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevista-dores selecionados

e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal continental e habitando

em lares com telefone da rede fixa.

A amostra foi estratificada por região (Norte - 20,3%; A.M. do Porto - 14,3%; Centro - 29,5%; A.M. de Lisboa - 26,0%; Sul - 9,9%), num total de 1033 entrevistas validadas.

Foram efetuadas 1266 tentativas de entrevistas e, destas, 233 (18,4%) não foram concretizadas

Foram validadas 1033 entrevistas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, foi o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma aleatória resultou, em termos de sexo (feminino - 51,8%; masculino - 48,2%) e, no que concerne à faixa etária (dos 18 aos 30 anos - 16,4%; dos 31 aos 59 - 52,6%; com 60 anos ou mais - 31,0%).

O erro máximo da amostra é de 3,05%, para um grau de probabilidade de 95,0%.

Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

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